Uruguai pode aumentar sua cota de carne de alta qualidade na Rússia
18 de fevereiro de 2014
SRB realiza feira de carreiras do agronegócio nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro, em SP
18 de fevereiro de 2014

Uruguai exportou 37.694 bovinos vivos destinados a engorda e abate em 2013

Os volumes de gado vivo exportados pelo Uruguai em 2013 foram baixos e estão longe do volume exportado nos anos anteriores, quando a emissão de permissões do Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) era muito maior.

O volume caiu, comparado com os anos anteriores, porque a Turquia deixou de comprar durante vários meses, praticamente paralisando o mercado. Assim, os operadores estimam que, a partir de março, poderão retomar as compras com maior firmeza.

Segundo dados do Departamento de Controle de Comércio Exterior do MGAP, no ano passado o Uruguai exportou 37.694 cabeças com destino à engorda e abate. Nesse sentido, foram colocadas 17.500 e 20.194 cabeças de bovinos na Tunísia e na Turquia, respectivamente.

Porém, as vendas de bovinos vivos não foram somente centralizadas em animais para engorda, mas também sendo vendidos como reprodutores (genética viva). Nesse sentido, os dados oficiais indicam 656 reprodutores, dos quais 72 animais foram enviados ao Brasil, 61 ao Paraguai, 3 à Argentina e 420 à Bolívia. Nesse setor, não somente há animais de raças de corte, mas também, há algumas raças leiteiras.

Em ambos os casos, o Uruguai conta com uma genética de ponta, fortalecida por um status sanitário de elite, que torna atrativa a entrada de linhas de sangue que reconstruirão rebanhos estrangeiros.

Além do baixo volume de exportação de gado em pé com destino à engorda e posterior abate, a industrialização de bovinos caiu em 5% com relação a 2012.

Segundo dados do Instituto Nacional de Carnes (INAC), foram abatidas 1.982.396 cabeças, sendo que 44% deste total era referente ao abate de vacas e 54% de novilhos. Em 2012, foram industrializados nos frigoríficos uruguaios 2.078.892 cabeças, com composição similar nos abates.

Em 2013, as novilhas representaram 9,3% dos abates totais e, em 2012, chegaram a 9,6%, o que pode ser explicado pela maior retenção de ventres, buscando um maior número de bezerros nascidos.

Recentemente, o MGAP outorgou duas permissões de exportação de gado em pé, envolvendo cerca de 14.000 cabeças de bovinos, que sairão com destino a engorda e posterior abate no Oriente Médio.

Fonte: El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Os comentários estão encerrados.