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Sucessão Familiar: muita vontade pode atrapalhar… Como assim?

Sim, demais atrapalha…

Sim, porque, na maioria das vezes que a pessoa quer demais, sai fazendo. A pessoa entra em campo, esforça-se, e trabalha muito.

Porém, ela não combina antes quais serão suas funções.

Já vi inúmeros casos de pessoas do AgroTalento com muita dedicação e empenho, mas sem combinar antes.

Com isso, as chances de fazer o que as pessoas da família esperam é praticamente impossível.

São outras pessoas, com outras cabeças, de outras gerações, com outras histórias de vida. É praticamente impossível que você adivinhe exatamente o que eles esperam.

A não ser que você seja vidente… Eu não sou… :-)

Assim, você precisa conversar e combinar antes. Combinado não é caro… Já diziam os antigos.

Esse combinado deve incluir:

– Alinhamento;

– Como será o trabalho;

– Quais serão os resultados que você precisará apresentar;

– Quais serão suas responsabilidades;

– Que relatórios precisará apresentar;

– Qual sua autonomia;

– Qual sua relação com cada um dos funcionários;.

Quando isso não é feito… O que acontece? As chances de não dar certo são enormes! E isso certamente trará conflitos.

Outra coisa que acontece quando não se combina é que seu trabalho será muito menos valorizado. Você não é reconhecido.

As pessoas vão ver você como uma pessoa que está “ajudando”. Isso fica frágil e superficial. Não é como um trabalho, uma função, um cargo que exige resultados. É uma “ajuda”. Isso faz toda a diferença.

Diversos alunos do AgroTalento mudaram esse enfoque. E com isso, mudaram radicalmente o jeito que eram vistos nas suas famílias.

Outra coisa interessante é o seguinte: a conversa com a família é como uma “entrevista de emprego”.

Tem um segredo da melhor entrevista de emprego, que você pode aplicar nessa situação.

Não vá para uma entrevista de emprego. Vá para uma reunião seguinte, pós-contratação. Ou seja, ao invés de conversar sobre a vaga, converse sobre o projeto que você vai executar quando for contratado.

Quando for conversar com seus familiares, leve um projeto. Mostre a eles uma visão de para onde você quer ir antes de começar. Se ainda não teve essa reunião, mas já está trabalhando, isso é ainda mais importante.

Você precisa chegar jogando como líder.
Chegar com um projeto e já com uma postura mais profissional.

Quando você faz isso, sua família vê em você profissionalismo. É muito diferente. Muito melhor do que ser visto como alguém que só está “dando uma simples ajuda”.

É muito frágil ser um “ajudante”. O bom é ser um “profissional”, com contrato, com acordo, com combinado.

This post was published on 10 de março de 2020

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Miguel da Rocha Cavalcanti

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