RS: projeto incentivará adesão ao novo Sisbov

Para garantir que o Rio Grande do Sul tenha gado para abastecer os mercados importadores, a Farsul e a Secretaria da Agricultura (Seapa) pretendem incentivar o cadastro de animais no novo Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov).

O prazo de migração para o novo Sisbov encerra-se em 31 de dezembro. Os animais não cadastrados terão de ser abatidos ou perderão a condição de rastreados e o criador terá de reiniciar o processo.

Um projeto-piloto que está sendo desenvolvido com esse fim será discutido com a cadeia produtiva. Segundo o coordenador da Comissão de Bovinocultura de Corte da Farsul, Carlos Simm, o primeiro passo é assegurar a informatização das inspetorias veterinárias do estado. “Depois, buscaremos linhas de financiamento”, adiantou em reportagem do Correio do Povo/RS.

Dados apresentados ontem, em reunião da comissão, apontaram que há 230 mil bovinos cadastrados no RS, enquanto que no MS já são 2,08 milhões.

This post was published on 12 de setembro de 2007

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  • Essa comissão da Farsul e o Sr Carlos Simm deveriam tentar achar uma resposta, discutindo com os produtores da região, o porque que aqui no RS chegamos a ter mais de 4000 propriedades inseridas no Sisbov e hoje não chega a 300.

    Mais de 90% dos produtores desistiram de rastrear e eles nem se preocuparam em saber porque? Uma coisa, pelos menos é certa, não foi por falta de computadores nas inspetorias, nem porque precisamos de dinheiro emprestado para pagar os brincos.

  • O que está por trás do Novo Sisbov é a informação real da oferta de boi gordo (idade entre 3/4 anos) em cada UF (ou até municípios) para os 5 frigoríficos manipularem o preço da arroba em todo o Brasil.

    Infelizmente, a única forma do produtor sair deste monopólio é exportando cada vez mais boi em pé.

  • Na condição de ex-presidente do sindicato rural de Caçapava do Sul e ex-membro da comissão de bovinocultura da Farsul, reforço o questionamento do colega Julio F.Lima, porém direcionando-as ao coordenador da comissão e a direção da Farsul.

    Acrescentando que como presidente ou diretor do sindicato, enviei pelo menos três ofícios a Farsul, o primeiro a mais de ano, solicitando e sugerindo a Farsul a necessidade desta realizar reuniões com os produtores, aos menos nos sindicatos onde a pecuária de corte tivesse relevância econômica no município, de forma que as bases fossem ouvidas sobre o assunto. Bem como a necessidade da Farsul expor aos produtores seus interesses envolvidos na rastreabilidade, no caso o S.I.R.B ( Sistema de rastreabilidade bovina).

    Porém lamento que jamais recebi resposta por escrito de minhas solicitações sobre o assunto, da mesma forma que as discussões permaneceram restritas e divulgadas de forma parcial.

    Como agravante, hoje (19.set.07) saiu artigo em jornal do RS, indicando que o estado pode editar lei obrigando a rastreabilidade. Todavia o coordenador da comissão de bovinocultura e a direção da Farsul tem conhecimento que parcela significativa dos produtores, e provavelmente a maioria se considerado as áreas do estado onde a pecuária tem relevância econômica, são pela manutenção da opcionalidade no rastrear.

    Os frigoríficos exportadores querem continuar com todos os benefícios da exportação, e a forma de manter o quadro atual e tornar a rastreabilidade bovina "obrigatória", pois na prática podemos dizer que hoje estes não remuneram o produtor gaúcho pela rastreabilidade, pois muitos pequenos e médios frigoríficos remuneram os bovinos gordos a valores iguais ou superiores o produtor não exigindo que sejam rastreados.

    Julio Tatsch, agropecuarista no RS e delegado repres. do Sind. Rural de Caçapava do Sul-RS

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