Por que não há uma padronização no rendimento de carcaça dos animais enviados ao abate?

Em 2012, o BeefPoint lançou a pesquisa sobre Relacionamento Produtor – Frigorífico, cujo objetivo foi levantar informações e entender em profundidade a situação de ambos. E principalmente, levantar sugestões do que pode ser feito para melhorar essa relação. Temos certeza que aumentar a confiança e melhorar o relacionamento produtor-frigorífico é fundamental para melhorar o setor e tornar nossa pecuária mais competitiva, hoje e a longo prazo.

Na pesquisa, ainda não publicada, muitos produtores alegaram problemas na padronização de rendimento de carcaça dos animais abatidos. Vale ressaltar, que para a obtenção de um padrão de rendimento satisfatório, muitos fatores devem ser levados em consideração, sendo que muitos destes vão além da ação e responsabilidade do frigorífico, visto que o processo de padronização inicia muito antes do animal ser abatido, ou seja, na própria fazenda e praticamente durante todo o ciclo de produção.

Desta forma, visando esclarecer os questionamentos sobre a falta de padronização de rendimento de carcaça nos animais abatidos, o BeefPoint convidou o pesquisador científico  da APTA Regional Alta Mogiana (Colina/SP), Flávio Dutra de Resende, para escrever um artigo técnico-científico, com base em seu conhecimento e experimentos já realizados.

Flávio Dutra é Zootecnista e Pesquisador Científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios e Professor credenciado da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária (FCAV – UNESP, Jaboticabal). Atua como revisor científico da Revista Brasileira de Zootecnia, do Boletim de Indústria Animal e da Revista Ciência e Cultura. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Avaliação de Alimentos para Animais, atuando principalmente nos seguintes temas: bovinos de corte, desempenho animal, qualidade de carne, confinamento e desempenho.

Por Flávio Dutra de Resende – flavio@apta.sp.gov.br

O rendimento de carcaça é um dos grandes gargalos na relação produtor rural e frigorífico. Na maioria das vezes, o produtor rural não fica satisfeito com o resultado de rendimento do lote, o que leva a questionamentos de toda natureza, conturbando ainda mais a relação produtor rural e frigorífico.

Então, a grande questão é: por que não há uma padronização no rendimento de carcaça dos animais enviados ao abate?

Por exemplo, nos EUA, o rendimento de carcaça (RC) é padrão (63%) (Figura 1). Já no Brasil, encontramos uma grande variação no rendimento, desde 50% podendo chegar a 60%. Essa variação de RC é provocada pelas características do nosso sistema de produção. Nos EUA, o rendimento de carcaça é maior, pois a gordura interna (associada aos rins) é mantida na carcaça durante o processo de abate. Outra grande diferença é que nos EUA, o sistema de recria/terminação é feito em confinamento e com duração prolongada (mais de 200 dias), o que uniformiza a carcaça dos animais em relação ao restante do animal. Além disso, as carcaças são mais pesadas (Figura 1).

Figura 1. Rendimento de carcaça comercial – Padrão EUA

Para entender as possíveis causas de variação no rendimento de carcaça (RC) partiremos da sua definição. O RC é calculado pela divisão do peso de carcaça quente pelo peso corporal do animal (PC). Este rendimento é chamado de rendimento comercial de carcaça.

Há ainda uma outra fórmula para se calcular o rendimento. Neste caso divide-se o peso da carcaça quente pelo PC do animal, porém sem o conteúdo do trato gastrintestinal (TGI), chamado de rendimento verdadeiro. O que difere as duas fórmulas de calcular é que na segunda, o cálculo não leva em consideração o conteúdo do TGI presente no animal. Este cálculo só é possível em condição de pesquisa onde o animal é abatido e todas as partes do mesmo são pesadas, inclusive o conteúdo. Assim, medida (animal sem o conteúdo) é denominada de peso de corpo vazio (PCVz). Somente com o rendimento baseado no PCVz, pode-se comparar RC de diferentes origens e lotes, pois com isso, consegue-se uniformizar as diferenças existentes entre os diversos sistemas de produção em função das variações existentes na proporção de conteúdo do TGI e componentes não integrantes da carcaça.

Para melhor compreensão sobre o RC temos que pensar na seguinte questão: o que é o boi?

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Figura 2. Bovinos 1/2 Angus

O boi é o somatório de três partes: a carcaça propriamente dita; os componentes não integrantes da carcaça (CNC), desde cabeça, couro, patas, sangue, fígado, coração, rins, pulmão, rúmen, intestino delgado e grosso ou seja o restante do animal e a terceira parte é o conteúdo presente no trato gastrintestinal do animal.

Para facilitar o raciocínio, as duas fórmulas apresentadas a seguir (A e B) referem-se ao rendimento de carcaça comercial. O que muda é o denominador da equação, mas ambas são iguais. O produtor precisa entender que qualquer variação que possa existir nos CNC e proporção de conteúdo do TGI, influencia o resultado de rendimento de carcaça.

(A) Rendimento de carcaça = Peso da carcaça/ Peso do animal

(B) Rendimento de carcaça = Peso da carcaça/ (Peso da carcaça + CNC + Peso do conteúdo do TGI)

Nas figuras 3, 4 e 5  são mostradas as partes que compõem o animal – carcaça, não componentes da carcaça e conteúdo do TGI – respectivamente.

Figura 3. Carcaça bovina.

Figura 4. Não componentes da carcaça.

Figura 5. Conteúdo do TGI.

Adicionalmente, mostra que, além do peso da carcaça, os CNC e conteúdo do TGI podem impactar o cálculo do RC. Se o rendimento do lote for 55%, o restante (45%) seria de CNC e conteúdo do TGI.

Quanto seria de conteúdo e quanto seria de CNC?

Esta resposta é muito variável, pois se o CNC aumenta ou conteúdo do TGI aumenta (denominador da equação de rendimento de carcaça – fórmula B), o rendimento de carcaça diminui. Então, para termos um rendimento de carcaça padrão teríamos que ter uma proporção semelhante de CNC e conteúdo do TGI também padrão e isso é impossível pois CNC e conteúdo do TGI são extremamente variáveis, pois dependem do sistema de produção no qual o animal foi terminado, desde pastagens, semi-confinados, confinados, com diferentes tipos de raça, dieta, peso e idade de abate.

Os componentes não carcaça são dependentes da raça, pois há variações entre proporção de cabeça, couro, ossos e taxa de metabólica (associada a mantença e ganho de peso) onde órgãos metabolicamente ativos mudam de tamanho em resposta ao maior ou menor aporte de nutrientes. Embora a proporção de fígado, coração, rins e trato gastrintestinal representem menos de 10% do peso corporal do animal, estes órgãos consomem cerca de 48% da exigência de mantença (BALDWIN, 1995). Assim, em condições de melhor ou pior plano nutricional, o animal ajusta as necessidades de energia de mantença, alterando a proporção destes órgãos, passando a representar mais ou menos proporção destes em relação ao peso do animal (denominador da equação B).

A Tabela 1 demonstra as variações no RC de diferentes grupos genéticos (½ Nelore x ½ Red Angus (NRA), mestiço leiteiro (ML) e Nelore (NEL), recriados e terminados em pastagens durante o período das águas e da seca, recebendo diferentes níveis de suplementação (águas – 02; 06 e 1,0%PC; seca – 04, 0,8 e 1,2%PC). Analisando os grupos genéticos (período das águas), verifica-se que animais NEL e NRA apresentam melhor RC comercial. Já quando corrigida (rendimento verdadeiro), NRA e ML não diferiram entre si.

Basicamente, as diferenças estão associadas ao fato de animais de origem leiteira possuírem maior proporção de TGI, o que impacta também na proporção de conteúdo. Além disso, animais leiteiros e animais de raças britânicas possuem maior taxa metabólica que animais Nelore, consequentemente, quando suplementados, alteram a proporção dos principais órgãos associados ao metabolismo, como o fígado.

Outras partes integrantes dos CNC, como couro e cabeça também variam entre raças (Tabela 1). Assim, as contribuições de cada CNC alteram o denominador da equação, aumentando ou diminuindo o RC, o que dificulta padronizar o mesmo. A contribuição de cada parte dos CNC tem que ser levada em consideração para o entendimento do RC.

Uma outra parte importante do denominador da equação de RC é a proporção de conteúdo do TGI. Observa-se na Tabela 1 que há uma variação na proporção de conteúdo do TGI em função dos níveis de suplementação da dieta do animal. No período das águas, quando aumentou a suplementação de 0,2 para 1,0%PC, a proporção de conteúdo do TGI reduziu de 11,41 para 8,86%. No período da seca, quando a suplementação aumentou de 0,4 para 1,2%, a proporção caiu de 9,16 para 6,11% do peso do animal (PV).

Vale ressaltar que esta proporção foi a recuperada no frigorífico após o animal ter ficado em jejum por 18 horas. Mesmo assim, a variação é muito alta (3 a 4%) e modifica se o animal estava numa pastagem de águas ou de seca e também em dietas diferentes no confinamento. Tais variações são influenciadas pela taxa de passagem da digesta e taxa de consumo de MS. Em condições normais de fazenda, dependendo da época do ano e critérios de pesagem, a proporção de conteúdo do TGI pode chegar a 30% do PV e qualquer variação existente interfere no denominador da equação B do cálculo de RC.

Com isso, variações no rendimento da carcaça são normais, pois dependem de várias variáveis, desde o peso da carcaça, dos componentes não integrantes da carcaça e da proporção de conteúdo do TGI que varia em função das diferentes épocas do ano, pois há uma variação sazonal na oferta de forragem tanto em termos quantitativos quanto qualitativos e isso influencia na digestibilidade da dieta e consequentemente na taxa de passagem e se o animal estiver sendo suplementado ou não, haverá também impacto na proporção de conteúdo do TGI. O somatório destes fatores, associados as diferenças raciais, modificam o denominador da fórmula de cálculo do rendimento de carcaça, sendo isto um dos principais problemas da grande variabilidade deste índice tão usado pelos produtores rurais para avaliarem o seu sistema de produção.

Tabela 1. Composição percentual dos não componentes da carcaça, em função do peso corporal (PC) de novilhos ½ Nelore x ½ Red Angus (NRA), mestiço leiteiro (ML) e Nelore (NEL), em pastejo e com suplementação alimentar, no período das águas e das secas.

1 RC = Rendimento de carcaça em percentagem do peso de abate. 2 RCPCV = Rendimento carcaça quente em porcentagem do PCV. 3 Coeficiente de variação.

Assim sendo, o produtor rural tem usado de diferentes estratégias para tentar melhorar o rendimento de carcaça, desde fechar os animais a tarde e pesar no outro dia, dentre outras. Aqui, vale um questionamento. Até que ponto aumentar o RC do animal no momento do abate vai impactar a receita do produtor?

O que importa é saber o quanto de carcaça o animal está ganhando por dia, pois deve-se pensar em aumentar o numerador da fórmula de cálculo do RC. Se o produtor der castigo ou não, o animal terá o mesmo peso de carcaça, o que vai mudar é que terá menos conteúdo do TGI, reduzindo proporcionalmente o denominador e consequentemente aumentando o RC. Não é o RC que paga a conta.

A preocupação do produtor não deveria ser no número absoluto do rendimento de carcaça e sim entender o quanto de carcaça que o animal está produzindo, pois o produtor é remunerado pelo peso da carcaça que ele entrega ao frigorífico e não pelo peso do boi abatido. O cálculo do rendimento pode então estar sofrendo influência das três partes componentes do boi, como já discutido, e a receita do produtor será unicamente pelas arrobas de carcaça efetivamente entregues.

Para avaliar se a operação de terminação dos animais é rentável, a única fórmula seria pelo rendimento do ganho em carcaça (RGC). O RGC é definido como a quantidade de carcaça que o animal colocou durante a fase de terminação e é calculada da seguinte maneira:

RGC = PCF – PCL/ PVF – PVI*100

Onde: PCF = Peso de carcaça final (abate) – kg; PCI = Peso de carcaça inicial – kg; PVF = Peso vivo final do animal (abate) – kg e PVI = Peso vivo inicial – kg.

Exemplificando: Animal – fase inicial de terminação: 350 kg PV; Peso vivo (PV) de abate: 500 kg; peso de carcaça: 275 kg. Se o animal ficou no confinamento durante 100 dias, ele ganhou 150 kg de peso durante o período ou 1,5 kg/dia sendo o rendimento de carcaça de 55%. Analisando assim, os números mostram parte do resultado, porém o que interessa é que a receita bruta é dada pela comercialização dos 275 kg de carcaça e não pelo peso vivo do boi. Assim, o rendimento de carcaça passa a ser apenas um referencial.

O produtor precisa saber quantos kg de carcaça o animal produziu e não quanto de peso vivo. Para isso, o RGC auxilia na análise. No mesmo exemplo, a única medida que o produtor não tem é o peso de carcaça inicial. Neste caso, pode-se usar um valor de referência para rendimento de carcaça inicial de 50%. Portanto, se o animal tinha 350 kg, com 50% RC, teria 175 kg de carcaça. Neste exemplo, o RGC seria (275-175)/(500-350) *100 = 66,66% ou seja, dos 150 kg de peso vivo colocado no confinamento, 66,66% foi de carcaça (100 kg).

São os 100 kg de carcaça que pagam a conta do produtor e não os 150 kg de peso vivo colocado. O animal portanto teve um ganho de peso vivo de 1,5 kg/dia e de carcaça de 1 kg/dia. Com um preço de @ a 100,00, o kg da carcaça seria de R$6,66. Neste exemplo a receita bruta seria de R$6,66/dia o que poderia pagar uma diária de confinamento de R$5,50 sobrando um lucro de R$1,16/dia ou R$116,00 no período analisado.

Com a ótica do RGC podemos ter cenários que aparentemente são ruins e não são e cenários contrários, ou seja, onde o ganho de peso vivo é alto, porém o RGC é baixo. Isso é muito comum quando o animal tem GMD elevado (chamado de ganho compensatório), porém, grande parte do ganho é de CNC. No final, ao abater o animal, o rendimento de carcaça vai dar baixo e aí, muita vezes, o pecuarista não entende, pois, como o animal ganhou muito peso e as arrobas entregues foram baixas? Esta situação é muito comum nos confinamentos brasileiros, onde os animais entram debilitados e precisam recuperar as vísceras para possibilitar maior taxa de digestão, absorção de nutrientes e metabolização.

É comum observar GMD de 1,8 a 2,0 kg/dia, porém a questão é saber quanto de carcaça está contida neste ganho, o chamado RGC. Numa diária de confinamento de R$5,50/dia, com @ a 100,00, o animal tem que ganhar 0,83 kg de carcaça por dia para nivelar os custos. O pecuarista precisa manejar os animais para ganhar carcaça e não peso corporal.

O RGC tem sido avaliado em vários trabalhos de pesquisas conduzidos na APTA Regional em Colina/SP, cujos valores médios são de 67% (670g de carcaça/kg de peso vivo ganho) para terminação em confinamento convencional. Para animais terminados no pasto com alto concentrado (2% do PC), o RGC chega a 80%. Com isso, um animal no confinamento convencional ganhando 1,5 kg/dia com RGC de 67%, o ganho diário de carcaça é 1,0 kg/dia.

Com animais terminados no pasto com alto concentrado, o ganho de peso vivo observado é de 1,260 kg/dia, porém com RGC de 80% neste caso, está ganhando também 1,0 kg/dia de carcaça. Se o produtor se atentar somente ao ganho de peso vivo, pode deixar de usar estratégias de terminação que poderiam facilitar o manejo. Essas diferenças também se aplicam a produtores que adotam o uso de grão inteiro no confinamento, onde o ganho de peso vivo é mais baixo, porém o RGC é maior. Em ambos os casos, ao abater os animais, o rendimento de carcaça final será maior, porém como comentado, ele deve ser apenas um referencial para análise dos dados da operação de terminação.

Considerações finais

Somente conseguiremos padronizar o rendimento de carcaça bovina no Brasil quando as características do sistema de produção forem mais semelhantes e também quando as carcaças forem mais pesadas para diluir os efeitos que os componentes não integrantes da carcaça e conteúdo do trato gastrintestinal têm sobre o rendimento final.

O produtor rural precisa ficar atento ao rendimento de carcaça, porém não pode perder o foco que ele é remunerado pela carcaça produzida e que um maior ou menor rendimento de carcaça pode ser ilusório e desviar o foco do eixo central da questão, ou seja, o importante é saber quanto de carcaça efetivamente o animal produziu.

Referências Bibliográficas

BALDWIN, R.L. Modelling Ruminant Digestion and Metabolism. Chapman & Hall, New York. 1995.

FREGADOLLI, F.L.; Composição corporal e exigências nutricionais de novilhos de três grupos genéticos em pastejo. Jaboticabal, SP, 2005. 80p. Tese (Doutorado). Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, 2005.

Por Flávio Dutra de Resende – flavio@apta.sp.gov.br

32 opiniões sobre “Por que não há uma padronização no rendimento de carcaça dos animais enviados ao abate?”

  • Humberto Tavares - 04/09/2013

    Nota 10, excelente artigo.

  • Hélio Monteiro - 04/09/2013

    Nos Estados Unidos a padronização do rendimento de carcaça partiu dos próprios pecuaristas. Lá os pecuaristas sempre tomaram a iniciativa. Aqui, os pecuaristas são os primeiros a colocar dificuldades na padronização. A retenção de informações ainda é considerada um trunfo dos pecuaristas.

  • Jairo Humberto Löpez - 04/09/2013

    Excelente artigo, uma análise muito particular e específica que eu nao tenho visto antes com os relacionamentos com o ganho diario de peso. Vou difundir entre meus alunos de Zootecnia, uma pergunta, o termo PCV como é definido, como peso da carcaca quente? Porque eu vou usar este artigo para apresentar em minha aula. Muito obrigado e parabens ao autor. Humberto López-Bogotá, Colombia.

  • Alexandre Northfleet - 04/09/2013

    Parabéns pela elucidativa explicação do Sr. Flavio Dutra!

  • Fernando Nemi costa - 04/09/2013

    Flavio ,muito boa e coerente suas explicações,mas quero expor um comentario aqui. Não podemos esquecer que apesar de todo o processo produtivo que: com jejum ou
    sem ,raça,pasto ou confinamento , inteiro o castrado , Diéta , acabamento e periodo. Neste momento ,temos que lembrar que a” idoneidade” do frigorifico é um fator muito preponderante para que o RC não tenha distorções.Nós trabalhamos munitorando varios frigorificos e existe uma diferença muito grande considerando todos os pontos que você citou chegando de 4 a 5% o diferencial .

    Abraços e parabéns pela ótima apesentação

  • Luiz Henrique - 04/09/2013

    Gostaria de parabenizar o Flávio pelo artigo, muito claro e explicativo. Acredito que um problema que ainda temos em nossa pecuária é realmente a forma de comercialização, isto principalmente quando o produtor vende para pequenos frigoríficos e abatedouros, de forma que muitos produtores vendem seus animais em peso vivo aplicando 50% de rendimento. Este é um entrave para melhoria no padrão dos animais produzidos pois tanto faz ser um animal de raça especializada na produção de carne ou não o produtor receberá os mesmos 50% de rendimento.

  • Ricardo Jacob - 04/09/2013

    Parabéns Dr. Flávio. Excelente trabalho. Obrigado pela contribuição. Grande abraço. Ricardo Jacob.

  • Antonio Carlos Moreira - 04/09/2013

    Parabéns ao Dr. Flávio Dutra e ao BeefPoint!
    O melhor artigo que já li sobre o tema.
    Ciência acessível ao produtor!

    • Flaviane Afonso - 05/09/2013

      Olá Antônio,
      Agradeço em nome da Equipe BeefPoint.
      Abraços
      Flaviane

  • Raimunda Mendonça - 05/09/2013

    Nota 10, excelente artigo, como aluna de Agronegócio indicarei o site para os colegas da Faculdade.

  • Virgílio Pacheco - 05/09/2013

    Muito bom artigo, explicativo principalmente para novos produtores de Boi Gordo ou melhor prontos para abate.

  • Diego de Souza Lourenço Gil - 05/09/2013

    É muito bom atualizarmos constantemente nossos conceitos, pois trabalhamos para uma pecuária de corte eficiente e lucrativa. Estas informações do artigo muito agregaram ao meu trabalho.

    Obrigado pela contribuição Dr. Flávio Dutra.

  • Mauricio Amorim - 05/09/2013

    Artigo filet, literalmente, abrindo pra todos técnicos da área e comerciantes de gado gordo uma nova perspectiva sobre o sistema, tanto sobre base genética, manejo nutricional e expectativas de desempenho no frigorífico dos animais.

  • Prof. Dr. Willian Gonçalves do Nascimento - 05/09/2013

    Parabéns Dr. Flávio pelo artigo, e gostaria de contribuir ressaltando a importância da “idoneidade” do frigorifico colocado pelo leitor acima, onde observamos na prática, o que chamamos de “toallete” excessiva, ou como o produtor diz “no frigorifico a faca come”, é claro que sabemos que em função do mal manejo existe muitos hematomas, abcessos e etc, mas muitos frigoríficos usam esta prerrogativa para aumentar a limpeza da carcaça, bem como o desconto por perdas no resfriamento da carcaça (2%), sendo que o produtor na prática recebe sobre o peso da carcaça fria e que na verdade o produtor não tem acesso ao valor real final obtido, e sim um valor final estimado.

  • Marcus dos Santos Kemp - 06/09/2013

    Muito bom o artigo. Em minha região o maior problema de se vender o “boi no gancho” está no modo de operação dos abatedouros já que não temos nenhum grande frigorífico em nossa região. Nós não temos garantia de um abate honesto com determinado padrão de serviço. Daí é mais seguro vender na balança pedindo um pouco mais quando embarcamos gado de qualidade. Parabéns ao Flávio pelo artigo.

  • Rafael Henrique Ruzzon - 07/09/2013

    Já assisti duas palestras do Dr Flávio, são bastante esclarecedoras na questão de descobrirmos o motivo de um rendimento superior ou inferior, quando tomamos algumas atitudes dentro da fazenda. (Horário de pesagens, jejum, ração, peso do gado, raça.)

    Porém sobre esse assunto, mesmo se tivéssemos uma balança após a insensibilização no frigorífico (onde todos animais estão em jejum) haveria uma diferença muito grande, pois dentro de um abate, os chefes de matança têm de bater metas, e é aí que está o nosso problema.

    Não existe padronização no abate.

  • Lauro Fraga Almeida - 09/09/2013

    Parabéns Dr. Flavio a Beefpoint por trazer importantes temas ao nosso dia a dia.
    Gostaria de frisar o maior rendimento de carcaça para a raça Nelore nas águas e na seca, observado no trabalho, tabela 1. Frisando ainda que os meio sangue NRA, possuem 50% de Nelore.
    Olhando por outro ângulo, no caso as matrizes zebuínas no Brasil produzem muito mais quilogramas de bezerros por hectare que qualquer outra matriz, daí precisarmos valorizar mais as raças zebuínas, pois elas sustentam a pecuária brasileira real e aguentam muito desaforo da pecuária exótica.

    • Flaviane Afonso - 10/09/2013

      Olá Lauro,
      Agradeço em nome da Equipe BeefPoint.
      Abraços
      Flaviane

  • Jose da Rocha Cavalcanti - 09/09/2013

    Ao meu ver, a questão está na ” idoneidade” do frigorífico de repassar ou não seus viés de metas diárias “no ganho da compra” e nos “ganhos da industrial” para que o RC não tenha distorções. A pesagem em jejum assegura ao produtor argumentos justos de que o RC de seus animais foram aquém (ou raramente além) de suas expectativas. As diferenças nem sempre são na “limpeza” e sim nas “balanças eletrônicas e modernas” que alteram a tara por um simples controle remoto. As diferenças alcançam de 4 a 5% abaixo do esperado.
    Abraço e parabéns pela transferência de seus conhecimentos

  • Manuel Luiz Gonçalves Munhoz - 09/09/2013

    Dr Flavio, parabéns!

    Gostaria de saber se o dado de 50% de rendimento para o animal que entrou no sistema de engorda é fiel ou existem muitas variações.

  • Thiago Minuzzi - 10/09/2013

    Ótimo artigo, parabéns, gostaria de adicionar um caso/pergunta. No caso de um lote padronizado de animais confinados, com 100 dias de confinamento, fechados no mesmo dia, pesados na entrada e saída na mesma balança, abatidos em frigoríficos diferentes (na mesma cidade) Como é possível o rendimento dar uma diferença de 4%?
    Isso já aconteceu aqui.

  • Dimas Júnior - 11/09/2013

    Parabéns Dr Flávio!
    Um dos artigos mais explicados sobre o tema que já li, dessa forma, diminuindo a distância entre o órgão gerador de conhecimento que é a faculdade e quem mais precisa dessas informações, que é o produtor. Me sinto privilegiado por fazer parte desse “elo”,logo logo terminando a faculdade de Zootecnia e colocando esse conhecimento em prática junto ao nosso produtor. Parabéns a todas as empresas com ideologias parecidas com o BeefPoint, que se preocupam em desmistificar e repassar o conhecimento para a sociedade de forma clara e transparente.

    • Flaviane Afonso - 11/09/2013

      Olá Dimas,
      Agradeço em nome da Equipe BeefPoint.
      Abraços
      Flaviane

  • Leandro Braga - 15/09/2013

    Parabéns Doutor!
    Muito bom o artigo, explicativo e de forma simples para o entender tanto dos profissionais e aspirantes (como eu), como dos produtores.

  • Monalisa Lima - 28/09/2013

    Excelente artigo. Certa vez escutei de um coordenador de um setor de uma grande empresa varejista que “toda padronização é burra.” Ficavam a discutir quebras de sessão e devoluções de produtos que custavam 30 centavos o quilo, a esqueciam de produtos em suas câmaras que custavam 40 reais o quilo. A parte do texto que aborda a frase “animais debilitados” é um excelente exemplo de aforismo. Fica a dica.

  • mario wolf filho - 02/10/2013

    Muito bom e explicativo, eu hoje termino os meus bois em confinamento e os rendimentos tem sido ótimo , abati um lote de cruzamento rubiaXnelore e deu 59% do peso da fazenda embarcados pela manhã sem jejum, lote de nelores 56%.
    O grande problema é a dita balança esperta.

  • nelson joao bertipaglia junior - 27/10/2013

    Excelente!

  • Alfredo tavares Fernandez - 17/01/2014

    Parabéns pelo artigo!
    Gostaria de saber do autor o que ele acha dos outros indicadores de rendimento de carcaça já que o rendimento embora fácil e comum possa mascarar este índice. Qual seria sua opinião sobre a tipificação de carcaças adotada no Brasil

  • Jose Ricardo Rezende - 26/02/2014

    Não vejo espaço para a volta da comercialização dos animais de abate baseados no peso vivo. Temos processos produtivos muito diferentes e consequentemente animais muito heterogêneos. Como ser justo pagando a mesma coisa por peso vivo sem considerar estas diferenças? O que precisamos é de, no mínimo, padronização e fiscalização da toalete e uma balança do produtor em cada frigorífico que funcione efetivamente. E para ambos controles funcionarem devem existir em cada frigorifico representantes dos produtores, indicados e bancados pelos produtores, acompanhando todos o processo. E a médio prazo implantarmos a tipificação de carcaça com os mesmos cuidados de fiscalização. Não se trata de confiar ou não no frigorífico e sim de confiar nos representantes que indicarmos. Por isto defendo que nenhum fique mais de um ano na mesma planta frigorifica.

  • Artur de Faria - 05/03/2014

    Dr. Flávio Dutra, parabéns pelo artigo. Vou reproduzir aqui o que já lhe disse pessoalmente, em sintonia ao comentário do José Rezende:

    O peso da carcaça é o melhor caminho para busca de eficiência na cadeia produtiva da carne brasileira. No entanto, sugiro 3 modificações que melhorariam muito a relação produtor/frigorífico e a cadeia como um todo:
    1 – Padronização do abate, fiscalizado pelo SIF
    2- Classificação de carcaça pelo SIF, colocando em seu carimbo (etiqueta) 3 informações sobre o bovino: sexo, idade e acabamento. Esse carimbo, obviamente, acompanharia o desmembramento da carcaça até o consumidor final.
    3- Balança do SIF.

    Onde está o SIF, poderia ser uma entidade independente (auditoria), conforme ocorre na classificação de soja. Penso no SIF por ser uma entidade já presente em todos os frigoríficos e de reconhecida independência e rigor.

  • Ana Carolina - 05/05/2015

    Fiquei com uma dúvida. Primeiro fala que há uma segunda forma de se calcular o RC, que seria desconsiderando o conteúdo do TGI. Porém, logo depois, ao escrever a fórmula, estão considerano o conteúdo do TGI no denominador. Como assim?

  • arthur paro - 18/05/2015

    Excelente o artigo apresentado pelo Dr. Flávio, No entanto, queria sugerir a BeefPoint a abordagem de temas complementares a esse como: horário e frequência de pesagens, análise dos dados gerados e perdas de rendimento por parte do transporte precário.

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