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Organização da cadeia produtiva é tema de reunião na Câmara Setorial da Pecuária de Corte

A apresentação de um exemplo bem-sucedido de como uma cadeia produtiva pode se organizar foi o ponto principal da reunião da Câmara Setorial da Pecuária de Corte da Secretaria da Agricultura, Pecuária de Desenvolvimento Rural (SEAPDR), realizada nesta quinta-feira (22).

O presidente da Associação de Produtores Rurais dos Campos de Cima da Serra (Aproccima), Carlos Roberto Simm, contou como surgiu a ideia da criação da associação. “Temos uma deficiência no Brasil, que é a organização das cadeias produtivas. A solução que encontramos foi no estabelecimento de parcerias e arranjos produtivos locais, tendo como base os Clubes de Integração e Trocas de Experiências – CITEs”, detalhou.

Fundada em 2006, a Aproccima tem como objetivo principal estruturar cadeias produtivas para equilibrar o resultado econômico entre seus elos. Para isso, conta com sete unidades de negócios: genética bovina, genética ovina, terneiros e cordeiros, carne bovina, carne ovina, agro turismo, floresta e biomassa. A associação aposta na rastreabilidade total da carne bovina, desde a fazenda até os pontos de venda ao consumidor final, como estratégia para garantir padrões de qualidade que representem um bônus no ganho dos criadores e demais elos da cadeia produtiva.

“Todas as 17 propriedades associadas possuem certificado de Boas Práticas Agropecuárias. Evidentemente, o frigorífico tem que ter Boas Práticas de Fabricação. E agora, com a loja que temos em Caxias do Sul, estamos buscando a certificação do Programa Alimentos Seguros. Nós vamos ser, provavelmente, a primeira cadeia a ser certificada nos três elos, na produção, na indústria e no varejo”, destacou Simm.

O presidente executivo da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (Aicsul), Moacir Berger de Souza, comentou que as boas práticas promovidas por toda a cadeia produtiva beneficiam não apenas o setor de alimentos, mas também a venda do couro. “A criação de um produto diferenciado merece uma conversa mais próxima e mais séria, porque o mercado está exigindo cada vez mais qualidade da matéria-prima. Nós estamos hoje com mais de 80% da nossa produção colocada no mercado internacional”, concluiu.

Novo status sanitário

No início da reunião, a fiscal agropecuária Grazziane Rigon, da coordenação do Programa de Vigilância contra Febre Aftosa da SEAPDR, fez uma apresentação sobre os passos dados para a evolução do status sanitário do Estado como zona livre de febre aftosa sem vacinação e as ações intensificadas de vigilância da Secretaria, em parceria com o setor produtivo, para a manutenção desse novo status. “Temos como objetivos principais evitar a reintrodução da doença e, caso ocorra, que haja sua detecção precoce”, pontuou.

Além das já citadas, participaram da reunião representantes das seguintes entidades: Famurs, Emater/RS-Ascar, Superintendência Regional do Ministério da Agricultura, Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Associação Brasileira de Angus, Associação Brasileira de Criadores de Devon e Bravon, Instituto Desenvolve Pecuária!, Alianza del Pastizal, Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia e Fundesa.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS.

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