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Novas projeções do USDA para 2021/22puxam alta e preços de grãos em Chicago

As perspectivas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2021/22 apresentadas na semana passada no Agriculture Outlook Forum puxaram para cima as cotações dos grãos — soja, milho e trigo — negociados na bolsa de Chicago nesta segunda-feira.

Os lotes do trigo com entrega para maio subiram 2,17% (14,25 centavos de dólar), para US$ 6,6975 o bushel. No levantamento, o USDA apresentou a projeção de queda de 4 milhões de toneladas nos estoques de trigo, para um total de 19 milhões, ao fim de 2021/22. O clima nas regiões produtoras americanas também segue no radar dos operadores.

Na semana passada, temperaturas abaixo de -20ºC nos EUA afetaram a rede de energia e impediram que os produtos chegassem aos pontos de transbordo, o que puxou altas das cotações.

Nas negociações de soja, os contratos para maio subiram 0,54% (7,5 centavos de dólar) nesta segunda, a US$ 13,875 o bushel.

Segundo as projeções do USDA, as estimativas de estoque são de 3,95 milhões de toneladas de soja em 2021/22, acima das 3,27 milhões calculadas para a temporada atual. Esse volume é resultado de uma previsão de colheita de 123,15 milhões de toneladas. Na safra 2020/21, a estimativa de produção ficou em 112,54 milhões.

No caso do milho, a queda semanal nos embarques americanos não foi suficiente para puxar os preços para baixo. Os papéis para maio avançaram 1,62% (8,75 centavos de dólar), para US$ 5,505 o bushel.

Na semana encerrada em 18 de fevereiro, os americanos embarcaram 1,23 milhão de toneladas de milho, informou hoje o USDA, com base em inspeções feitas nos portos do país. Esse volume é 6,3% menor que o dos sete dias anteriores. No anosafra em curso, porém, os embarques cresceram para 23,9 milhões de toneladas; na safra anterior, eles ficaram em 13,31 milhões de toneladas.

Os dados do USDA apresentados no Agriculture Outlook Forum mostram perspectiva de que a colheita de milho em 2021/22 nos EUA alcançará 384,43 milhões de toneladas, acima das 360,24 milhões em 2020/21. Já os estoques finais devem cair, passando de 39,42 milhões nesta temporada para 38,15 milhões de toneladas ao fim de 2021/22.

Fonte: Valor Econômico.

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