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Morgan Stanley vê cenário bullish para Minerva e JBS

A China ainda não retomou as compras de carne brasileira, mas o apetite voraz do país asiático fez a ação da Minerva Foods disparar nesta sexta-feira. Num relatório distribuído a clientes, o Morgan Stanley recomendou a compra dos papéis do frigorífico brasileiro e também da JBS.

“Não há carne bovina suficiente no planeta”, escreveram os analistas Ricardo Alves e Victor Tanaka. Sem oferta capaz de atender a demanda, as margens dos exportadores de carne bovina justificariam um investimento em BEEF3 e JBSS3.

O Morgan Stanley elevou o preço-alvo para Minerva, de R$ 15 para R$ 16,50, o que embute um potencial de valorização de mais de 60% sobre as atuais cotações. O preço-alvo para JBS pulou de R$ 47 para R$ 54, o que implicaria numa alta de 55%.

“Ficamos muito mais bullish com os frigoríficos da América Latina após nosso mergulho em carne bovina”, ressaltaram os analistas num relatório de 53 páginas sobre o mercado global de carne. 

Na contramão das rivais JBS e Marfrig, que valorizaram mais de 50% em 2021, a Minerva vinha ficando para trás na bolsa, o que parece injustificado na leitura dos analistas do Morgan Stanley — por outro lado, pode ser o momento para entrar na companhia a um valuation atrativo.

Numa relação ao relatório, as ações da Minerva sobem mais de 4%, com a companhia avaliada em R$ 5,6 bilhões. Às 15h30, JBS valorizava 3%. A firma dos irmãos Batista vale R$ 87 bilhões em bolsa. O Ibovespa caía 0,7%. 

A dupla de analistas do Morgan Stanley calcula que as ações da Minerva estão com um desconto expressivo. Historicamente, os papéis da companhia dos Vilela de Queiroz negociam a um EV/Ebitda de 5,5 vezes, mas o múltiplo atual é de apenas 4,2 vezes, considerando as projeções para 2022.

“Os preços das exportações de carne bovina estão em alta e acelerando desde o segundo trimestre”, disseram os analistas. Na Minerva, a tendência é de melhora sequencial de margens na Athena Foods, a principal divisão do grupo. Apesar das preocupações com as restrições às exportações na Argentina, o cenário é positivo no Paraguai, Colômbia e Uruguai. 

Mesmo no Brasil, onde os frigoríficos sofrem com o boi caro, os sinais de melhora de margem também existem, argumentaram os analistas. No mercado, há grande ansiedade com a retomada das exportações à China, mas uma fonte confia que um desfecho positivo pode ocorrer na próxima semana, normalizando as vendas em outubro. A China responde por mais de 50% das exportações. 

Na JBS, o Morgan Stanley ainda vê espaço para novas altas mesmo com a alta expressiva de 55% já acumulada pela companhia no ano. Neste caso, é o exuberante momento nos Estados Unidos, com rentabilidade recorde e um barbecue season espetacular que também catapultou a Marfrig (outra brasileira que produz nos EUA). 

Fonte: Valor Econômico.

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