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Minerva vê cenário favorável a embarques

A maré favorável aos exportadores de carne bovina, que garantiu à Minerva resultados financeiros no primeiro trimestre acima dos previstos pelo mercado e deve permitir a continuidade de sua política de distribuir ao menos 50% do lucro em dividendos, deve prosseguir no curto prazo, na avaliação dos executivos da companhia. O otimismo, segundo eles, está amparado no impulso que o avanço da vacinação em vários países tem dado à recuperação do consumo. 

O destaque da retomada da demanda são os mercados emergentes, especialmente no sudeste asiático. A reabertura das economias vem levando a uma forte recuperação do food service, justamente o segmento que mais sofreu no início da pandemia, disse ontem o CEO Fernando Queiroz, em teleconferência com analistas.

No trimestre passado, a Ásia foi o destino de mais da metade da receita com embarques dos negócios da companhia no Brasil (57%), alta de 15 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2020. Os asiáticos também foram os principais mercados para as exportações da Athena Foods, divisão dos negócios nos demais países da América do Sul, com 38%. No total, o faturamento da Minerva com vendas ao exterior saltou 42%, garantindo o crescimento de 39% da receita no trimestre, para R$ 5,8 bilhões. 

O cenário é particularmente favorável aos exportadores de carne da América do Sul. No mercado de proteínas animais, a região – da qual a Minerva respondeu por 20% das exportações de carnes no primeiro trimestre deste ano – tem ocupado o espaço de produtores afetados por novos focos de peste suína africana na China, no sudeste asiático e no leste europeu. A oferta global de carne bovina sofre também com os efeitos de problemas de produção na Austrália, e esse choque de oferta está se refletindo tanto em aumento do volume de exportação da Minerva quanto nos preços, ressaltou o CEO. 

Para aproveitar as oportunidades oferecidas pelo mercado internacional, a companhia vem “arbitrando” entre as fábricas em melhor situação, usando análise de dados para isso. “Um dos grandes investimentos da Minerva é em analytics, que permite que identifiquemos qual fábrica acelerar e qual podemos considerar desacelerar”, explicou Queiroz. 

A análise dos dados permite identificar quais das 25 plantas têm habilitações para mercados onde há mais demanda, em quais o câmbio oferece mais ganhos e onde a oferta de gado é maior. Com a estratégia, explica o CEO, é possível ter mais estabilidade nas margens e também reagir mais rapidamente a instabilidades. 

O cenário para as exportações não deve mudar no curto prazo. Segundo Edson Ticle, diretor financeiro da Minerva, neste segundo trimestre, a expectativa é de um desempenho mais próximo ao registrado em março, quando as exportações ganharam mais tração.

Com essas perspectivas e os resultados dos três primeiros meses do ano, Ticle afirmou que “tudo leva a crer” que a Minerva vai manter níveis de alavancagem “controlados” e “fazer jus” à política de distribuição mínima de 50% do lucro líquido. No primeiro trimestre, o resultado líquido foi de R$ 259,5 milhões, acumulando ganhos de R$ 685,4 milhões em 12 meses.

Fonte: Valor Econômico.

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