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Minerva projeta segundo trimestre melhor que o primeiro

A Minerva, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, acredita que pode ter um segundo trimestre melhor do que o anterior. Mas, em teleconferência sobre os resultados dos primeiros três meses de 2022, o diretor de finanças da empresa, Edison Ticle, foi cauteloso e preferiu não cantar vitória antes da hora. “O trimestre ainda não acabou, mas fato é que os indicadores estão melhores”, respondeu a analistas. 

No primeiro trimestre, a receita líquida da Minerva cresceu 25% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 7,2 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 646 milhões, um aumento de 33%, e a margem Ebitda chegou a 8,9%. 

A companhia está otimista com o aumento da oferta de gado no Brasil. O CEO Fernando Queiroz prevê que o ciclo pecuário permaneça em alta por pelo menos três anos, aliviando a pressão dos custos para aquisição de animais — que são 80% dos gastos totais da empresa. 

“Espera-se uma redução de quase 5% na produção de carne bovina dos EUA em 2022, e a Europa também deve ter uma queda anual. Assim, a América do Sul deve aumentar sua participação no mercado global”, afirma Queiroz, frisando que a criação de gado a pasto é uma vantagem competitiva dessa geografia. 

Entre janeiro e março, OS negócios para exportação representaram 70% da receita da Minerva. Entre as origens dos embarques, o Brasil se destaca, respondendo por 52% do faturamento. Relevância brasileira à parte, os executivos da Minerva reforçaram a visão global da companhia, que se vale da capacidade de redirecionar demandas durante turbulências — quando a China suspendeu as importações do Brasil no ano passado, a empresa atendeu os asiáticos por meio de suas plantas em outros países da América do Sul. 

Demanda chinesa deslancha 

A demanda chinesa, a propósito, deslanchou no primeiro trimestre porque ficou represada durante o embargo. Agora, com os lockdowns para conter a pandemia da covid-19, novamente, as compras diminuíram. “Mas está retornando. Vemos mais pedidos e interesse que devem se concretizar em 30 dias”, projetou Queiroz, mencionando que a demanda por carne bovina na China se descolou do consumo de proteína suína. “O quadro é positivo para os próximos meses”.

Ticle finalizou o diálogo com analistas reforçando que a companhia está comprometida com uma gestão responsável, que remunera acionistas e não compromete a alavancagem, mantendo-a perto de 2,5 vezes. “Os investimentos não serão transformacionais e não prejudicarão o caixa. Reafirmo nosso compromisso com uma alocação de capital responsável”, disse

Fonte: Valor Econômico.

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