Melhora resultado da Cargill, que poderá investir US$ 1 bi na América Latina

A americana Cargill, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, informou ontem que obteve lucro líquido de US$ 566 milhões no terceiro trimestre de seu atual exercício (dezembro a fevereiro), 14,3% mais que no mesmo período do ano fiscal anterior. A receita líquida da companhia recuou 4%, para US$ 26,9 bilhões.

Em nota, Dave MacLennan, CEO e presidente do conselho da Cargill, afirmou que as incertezas que cercam seu ambiente de negócios continuaram a apresentar desafios, entre as quais as disputas entre EUA e China, que prejudicam as exportações americanas ao país asiático.

Entre junho de 2018 a fevereiro passado, os primeiros nove meses do atual exercício (2019), o lucro líquido da múlti caiu 2% na comparação com igual intervalo do ano-fiscal 2018, para US$ 2,3 bilhões. A receita acumulada ficou em US$ 83,5 bilhões, ante US$ 84,3 bilhões do mesmo período no exercício anterior.

Segundo a Cargill, seu ganhos na área de originação e processamento de grãos vieram num ambiente marcado não só pelas tensões comerciais entre Washington e Pequim, mas também por outras interrupções na cadeia de fornecimento. Na América do Norte, as operações de esmagamento de soja e canola funcionaram com capacidade elevada, mas a retração do mercado chinês para os abundantes estoques de soja dos EUA reduziu a rentabilidade.

A turbulência comercial também afetou negativamente as operações de esmagamento de soja na China, assim como a menor demanda por farelo de soja para ração após os abates de suínos no país asiático para controlar a disseminação da peste suína africana. Já as operações europeias e sul- americanas do segmento registraram lucros mais elevados. O processamento de soja e as sementes de “soft” commodities foram destaque na Europa, e a produção de milho e soja melhorou no Brasil.

Nesse contexto, a múlti informou que poderá investir US$ 1 bilhão na América Latina nos próximos cinco anos, aproveitando as condições políticas favoráveis na região. E que, apesar das turbulências, manterá as operações que tem na Venezuela.

A empresa informou, finalmente, que os custos de produção mais elevados nas joint ventures de processamento de aves nas Filipinas e no Reino Unido contribuíram para uma queda nos resultados da área.

Fonte: Valor Econômico.


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