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Mato Grosso acelera esforços para zerar emissões

O Estado de Mato Grosso acelerou os esforços para zerar suas emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE) até 2035 — 25 anos antes da meta global assumida pelo país na COP-25, dois anos atrás. Motor da economia, a agropecuária está no centro do programa Carbono Neutro MT, instituído nesta segunda-feira por meio de decreto do governador Mauro Mendes.

Um comitê será montado, com membros do poder público e do setor privado, para acompanhar o andamento dos trabalhos, que serão coordenados pela Secretaria de Meio Ambiente. Na solenidade de lançamento, a secretária Mauren Lazzaretti elencou os 12 eixos do programa, que cobrem desde a proteção e incentivo à manutenção do ativo florestal até a redução do risco de incêndios florestais e o aumento da produtividade do agro com estímulo a boas práticas. No prazo de 120 dias, deve ser publicado o plano de ação mais detalhado.

Cada eixo tem objetivos até 2030 (data em que se projeta que as emissões terão sido reduzidas em 80% frente aos patamares de 2020) e outros já de olho em 2050. No pilar da manutenção do ativo florestal do Estado, por meio de incentivos econômicos a quem preserva, o Executivo estima que poderá ser evitado o desmate de mais de 1 milhão de hectares até 2030 e de mais de 4 milhões até 2050.

Em outra frente, o governo mato-grossense quer promover a regularização fundiária de quase 400 mil hectares ao ano e a consolidação dos direitos legais a terras públicas e de assentamentos da reforma agrária. Espera-se que essas medidas ajudem a reduzir os desmatamentos ilegais e os conflitos pela posse da terra, e fortaleçam a agricultura familiar.

Dentro dos outros pilares, até 2030 o governo também fala em reduzir em 30% os focos de calor decorrentes de incêndios florestais em relação aos números de 2020; implementar métodos de plantio direto em 5 milhões de hectares de terras agrícolas anuais; implementar fixação biológica de nitrogênio em 50% da produção de milho, cana-de-açúcar e soja; recuperar um total de 2,5 milhões de hectares de pastos degradados; e transformar em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) outros cerca de 2 milhões de hectares de pastos degradados e lavouras temporárias, entre outros pontos.

Selo Carbono Neutro

Também foi criado, por decreto, o selo Carbono Neutro, que reconhecerá os esforços de quem apoia e financia o desenvolvimento sustentável em Mato Grosso, além de quem se compromete a zerar as emissões em seus negócios.

O governador Mauro Mendes destacou, durante a solenidade, que o programa vem para acelerar iniciativas que já estão em curso, graças ao empenho do Estado, da iniciativa privada e de produtores rurais. “Temos um diferencial gigante: um setor produtivo comprometido, em sua grande maioria e em todas as áreas, com as causas ambientais”, afirmou.

No decreto, a administração estadual se compromete, de forma voluntária, a acabar com o desflorestamento ilegal até 2030 e reduzir os focos de incêndios florestais. Comissão a ser formada por representantes de instituições públicas e convidados de associações de classe deverá publicar um plano de ação em até 30 dias.

Fonte: Valor Econômico.

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