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Marfrig e ADM desenvolvem hambúrguer vegetal no país

De olho na crescente demanda por hambúrguer vegetal, a brasileira Marfrig Global Foods e a americana Archer Daniels Midland (ADM), uma das principais tradings agrícolas do mundo, anunciam hoje uma parceria para desenvolver o produto no Brasil. O valor do investimento das duas companhias não foi divulgado.

A ADM será responsável pelo fornecimento da matéria-prima do hambúrguer, que será produzido na fábrica da Marfrig em Várzea Grande (MT). A ideia é que o produto emule o sabor e a textura da carne, afirmou o CEO da Marfrig, Eduardo Miron, em comunicado. “Queremos dar ao consumidor o poder da escolha. É ele quem decide”, disse o executivo.

Os parceiros querem lançar o produto ainda neste ano. Para tanto, a Marfrig terá uma marca própria voltada aos produtos vegetais, que no primeiro momento serão comercializados no food service (alimentação fora do lar).

As empresas não anunciaram qual será a principal matéria-prima vegetal. No mercado, a ervilha despontou como uma das principais alternativas para esse tipo de hambúrguer e faz parte da composição do produto desenvolvido pela americana Beyond Meat, empresa que vem fazendo sucesso nos Estados Unidos junto aos investidores e aos consumidores.

No Brasil, o hambúrguer que simula o sabor e a textura da carne ainda está no início. A Fazenda Futuro, do empresário Marcos Leta, é um dos grupos mais avançados. A empresa comercializada no Grupo Pão de Açúcar (GPA) e em hamburguerias em algumas das principais capitais do país. Recentemente, a empresa de Leta foi avaliada em US$ 100 milhões. Assim como a Beyond Meat, a Fazenda Futuro utiliza ervilha como um ingrediente.

Dona da marca Seara, a JBS também lançou recentemente um hambúrguer vegetal, feito a partir de soja e beterraba, entre outros. O produto começou a chegar às gôndolas de alguns supermercados de São Paulo e do Rio de Janeiro no mês passado.

Em comum, os projetos buscam atingir um consumidor preocupado com o meio ambiente e o bem estar animal. Do ponto de vista nutricional, no entanto, sugiram preocupações devido ao teor de sódio desses produtos.

Fonte: Valor Econômico.

This post was published on 6 de agosto de 2019

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Equipe BeefPoint

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