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Mais de 230 funcionários testaram positivo para a covid-19 em complexo da BRF em Chapecó (SC)

General view of Brazilian food company BRF's plant, under investigations for products adulteration in Chapeco, Santa Catarina state, Brazil on March 17, 2017. Brazilian Federal police have dismantled after two years of investigations a vast network of adultered food, envolving major meat processing plants and inspectors who accepted bribes to aprove products in bad condition for domestic consumption and exportation. / AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

A BRF informou hoje que, após testar 4,9 mil funcionários do complexo industrial de Chapecó (SC), 233 tiveram diagnóstico positivo para a covid-19. Os trabalhadores da companhia fizeram o teste RT-PCR, que detecta as pessoas que estão com a doença.

A realização RT-PCR ocorreu após uma bateria de testes rápidos. Os testes rápidos ou sorológicos visam a detectar a presença de anticorpos (em tese, as pessoas que já haviam sido expostas ao vírus), mas têm elevado índice de falsos positivos e negativos.

Do total de 4,9 mil trabalhadores que fizeram inicialmente os exames rápidos, 1,2 mil testaram positivo. Esses trabalhadores foram então submetidos ao teste RT-PCR, o que detectou a doença em 233 trabalhadores. Os outros 973 não tiveram o vírus detectado.

“Os profissionais com diagnóstico positivo para covid-19 afastados de maneira preventiva, mesmo sem sintomas, retornam ao trabalho depois de 14 dias, após uma nova avaliação dos médicos da área de saúde”, informou a BRF, em comunicado à imprensa.

De acordo com a empresa, a realização de testes atua como uma “barreira de contenção” para evitar a propagação da doença. “As ações, inclusive, preveem busca ativa para conferir se familiares e colegas de
trabalho contraíram o vírus. Além disso, quando surgem sintomas suspeitos, a empresa não espera a aplicação do teste rápido para fazer o RT-PCR, de forma a reduzir risco de contaminação”, acrescentou a companhia, em nota.

A BRF conta com um comitê de especialistas para acompanhar as medidas contra a covid-19. O infectologista Esper Kallas integra esse grupo. A companhia também conta com a consultoria do Hospital Albert Einstein.

Fonte: Valor Econômico.

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