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JBS antecipa meta de zerar desmatamento ilegal em todos os biomas do país

A JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, anunciou que antecipou de 2030 para 2025 a meta de zerar o desmatamento ilegal dos fornecedores indiretos em sua cadeia de produção de bovinos no Cerrado, no Pantanal, na Mata Atlântica e na Caatinga. Para a Amazônia, o limite estabelecido pela companhia já era 2025. 

Segundo Márcio Nappo, diretor de sustentabilidade da JBS, a antecipação da meta para os demais biomas, que responde a uma demanda de clientes, consumidores e da sociedade em geral, tornou-se possível graças ao compromisso da empresa, às tecnologias empregadas na rastreabilidade e ao engajamento dos pecuaristas fornecedores – muitos dos que estão fora da Amazônia pediram para que o compromisso da empresa fosse antecipado.

Em todo o país, informa Nappo, a JBS, que compra cerca de 30 mil cabeças de bovinos todos os dias, monitora diariamente quase 80 mil fazendas de fornecedores diretos. A rastreabilidade dos animais entregues por esses fornecedores diretos já é uma realidade na JBS há uma década, e o desafio para zerar o desmatamento ilegal até 2025 é enquadrar os dos indiretos. 

E enquadrar, nesse caso, não significa punir. Nappo lembra que, nos últimos dez anos, mais de 11 mil fornecedores foram bloqueados pelo sistema da companhia por alguma inconformidade ambiental na Amazônia, e que nem por isso o desmatamento do bioma diminuiu. Por isso, afirma, os esforços atualmente são pela regularização e inclusão de pecuaristas que eventualmente cometam alguma irregularidade. 

O trabalho de rastreabilidade da companhia ganhou força com o avanço da Plataforma Pecuária Transparente, que usa tecnologia blockchain. Mas, para que o processo dê os resultados esperados, é importante que os fornecedores diretos deem informações sobre seus próprios fornecedores. Daí o engajamento da cadeia ser um ponto crucial no trabalho. 

Nos próximos cinco anos, diz Nappo, todos os fornecedores deverão aderir à plataforma, e a empresa continuará a prestar assistência para ajudar a corrigir eventuais problemas, como já acontece por meio de “escritórios verdes” espalhados pelo país – são 13 atualmente. A partir de 2026, essa adesão será condição obrigatória para que o pecuarista entregue seus animais à empresa. 

O executivo lembra, ainda, que o avanço da rastreabilidade e o novo compromisso de zerar o desmatamento ilegal na cadeia de fornecimento, apenas um dos pontos ligados à sustentabilidade pretendida – bem-estar animal e produtividade também podem ser incluídos nessa frente -, fazem parte do compromisso assumido pela JBS de zerar suas emissões líquidas de gases de efeitos estufa até 2040.

Fonte: Valor Econômico.

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