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Investimentos em agtechs perderam fôlego em 2021, mas tendência é de avanço

Os investimentos em agtechs no Brasil em 2021 ainda estão abaixo do que foi observado em anos anteriores – especialmente em 2020, o mais ativo até agora para aportes em startups que trabalham com soluções para o agronegócio. Mas a tendência é de retomada, segundo estudo realizado pelo Distrito, uma plataforma que une startups e investidores.

Conforme o estudo, em 2020, foram 18 investimentos fechados em agtechs, com US$ 67,3 milhões movimentados. Neste ano, foram apenas US$ 4,7 milhões até agora, divididos em sete negócios.

“Ao contrário do que observamos em outros setores, ainda há uma grande variação no padrão do investimento de risco nas agtechs. Observando-se a série histórica, temos que só mais recentemente houve aportes mais altos nas agtechs, mas que o valor médio dos deals ainda varia consideravelmente”, diz o estudo do Distrito.

O levantamento ainda aponta que o elevado montante de 2020 foi puxado pela Solinftec, de agricultura de precisão, que sozinha recebeu investimento de US$ 60 milhões em uma rodada Series B de Unbox, Capital e TPG.

“Devemos observar aportes cada vez maiores à medida que as startups amadurecem e alcançam os late-stages de investimento e também um número cada vez mais expressivo de deals, sobretudo em seeds e Series A”, acrescentou o relatório.

O Distrito apontou que a agricultura de precisão é a categoria que mais recebe investimentos, com US$ 85,6 milhões no total, seguido por marketplaces (US$ 27,6 milhões) e automação, com US$ 22,2 milhões em investimentos.

Entre as agtechs mais investidas, lidera o ranking a Solfintec, seguida por Agrofy, que recebeu US$ 23 milhões em aportes. Completam o top 5 Agrosmart (US$ 9,2 milhões), xmobots (US$ 7,8 milhões) e globalyeast (US$ 6,8 milhões).

“É claro que o investimento de risco não é a única medida para a vitalidade de um ecossistema empreendedor, mas não só no Brasil como no restante do mundo, aponta-se o setor de agtech como um dos mais promissores e estratégicos para os próximos anos, de modo que há uma oportunidade considerável para os venture capitalists que se anteciparem nessa direção”, completa o Distrito.

Para fazer o estudo, a plataforma mapeou 298 soluções de tecnologia para o agronegócio brasileiro, dividas em seis categorias: biotecnologia, marketplace, automação e robotização, midstream technologies, agricultura de precisão e novel farming.

Fonte: Valor Econômico.

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