Informal, Quintal deBetti serve carnes nobres para até 1.500 pessoas em um dia

Este é um daqueles fenômenos que acomete vez por outra a fervilhante gastronomia de São Paulo: em certos dias, o restaurante Quintal deBetti recebe 1.500 pessoas para comer.

Como acontece? Nunca existe uma explicação conclusiva para o sucesso de restaurantes. Mas aqui vai uma pista: boa comida a preços razoáveis, num lugar de apelo absolutamente popular —carnes de grife servidas num clima de churrasco na laje, ou de festa de família.

Rogerio Betti ficou conhecido quando, anos depois do fechamento da rede de açougues da família, usava folgas do trabalho para mostrar, em redes sociais, seu hobby de maturar carnes a seco e fazer churrasco. Virou uma febre, seguidores queriam aulas e carne —o que se transformou em um novo açougue e em um restaurante.

Alguns dos itens servidos na churrascaria Quintal deBetti – Divulgação

O lugar tem toda a pinta de improviso, um quintal gigante no final de uma rua, com jeito de festa popular em espaço público, e ar de churrasco entre amigos (as incontáveis mesas são todas coletivas). E o mais inacreditável: com esperas de horas e multidões de clientes, a carne chega no ponto pedido e o serviço —que tinha tudo para ser um caos—, é prestativo, rápido e eficiente.

O grande chamariz são os cortes dry-aged (maturados longamente a seco). Mas são mínima parte da oferta: nem todos querem pagar em torno de R$ 150 (como o steak com osso, que aos 30 dias custa R$ 99) por um bife por maturado quatro meses, de sabor superconcentrado e densa textura.

Se você encontrar um, sugiro que divida na mesa —pois vale a pena conhecer—, mas se entretenha com as carnes de maturação normal (o cardápio chama de “in natura”), mais suculentas e fáceis de apreciar. Têm preços palatáveis  cortes como fraldinha (R$ 58), maminha (R$ 38) ou ribeye (R$ 72), e chegam saborosos e sem demora.

Os acompanhamentos, apenas corretos (farofa, R$ 10; arroz biro-biro, R$ 12), têm como exceção os legumes feitos na grelha, com delicioso sabor defumado e textura crocante.

A farta sobremesa tampouco traz surpresas, e rende homenagem aos argentinos: panqueca de doce de leite (R$ 18).

Fonte: Guia Folha

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