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IBGE: rebanho bovino cresce 2,1% e chega a 209,5 milhões de cabeças em 2010

A agropecuária brasileira participou em 2010 com 5,8% no Produto Interno Bruto – PIB do País. Movimentou um valor de R$ 180,831 bilhões, representando um crescimento de 6,5% sobre o volume registrado em 2009, segundo as Contas Nacionais Trimestrais, sob a ótica da despesa, também do IBGE.

A participação da atividade, embora proporcionalmente menor do que a indústria (26,8%) e os serviços (67,4%), resguarda importância em termos de geração de emprego, renda e ocupação do Território Nacional.

O crescimento da bovinocultura brasileira tem se destacado, desde a década passada, acompanhando o aumento das demandas interna e externa por proteína animal. O rebanho apresentou crescimento em 2010, após um período de descarte de matrizes de 2002 a 2006, manteve a tendência de reposição do rebanho do ano anterior. A alta do preço da carne bovina no mercado interno incentivou o consumo de carne de frango e de suíno, de menor custo.

O aumento dos preços mundiais dos alimentos foi uma das grandes preocupações de especialistas no ano de 2010. Dentre os vários fatores para este aumento, tem-se a pressão exercida pelo crescimento populacional, a utilização de áreas agricultáveis para a plantação de culturas com a finalidade de produção de biocombustíveis, adversidades climáticas como as secas ocorridas na China e na Rússia, as oscilações dos preços do petróleo, a crise norte-americana e a desvalorização do dólar, entre outras causas.

Rebanho bovino

O efetivo de bovinos em 2010 teve aumento de 2,1% em relação a 2009 e foi de 209,541 milhões de cabeças. Aumentos foram registrados nas Regiões Norte (4,1%), Centro-Oeste (2,7%), Nordeste (1,7%) e Sudeste (0,6%). No Sul do País, o rebanho ficou estável (-0,1%).

Em 2010, o abate de matrizes foi relativamente menor que o dos últimos oito anos e representou 30% do total de bovinos abatidos, segundo os dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, também do IBGE, referentes ao quarto trimestre daquele ano, indicando retenção de matrizes pelos pecuaristas para recomposição do rebanho.

Segundo a distribuição regional do efetivo de bovinos em 2010, 34,6% dos bovinos encontravam-se no Centro-Oeste, 20,1% no Norte, e 18,3% no Sudeste do País.

Os maiores efetivos de bovinos do Brasil encontravam-se no Estado de Mato Grosso, seguido pelos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Roraima foi a Unidade da Federação que apresentou o maior aumento percentual do rebanho bovino em relação a 2009, justificado por investimentos ocorridos principalmente nos Municípios de São Luiz e Uiramutã. A principal redução de efetivo ocorreu no Rio Grande do Norte, no mesmo comparativo.

Os três principais municípios em tamanho do rebanho bovino em 2010 foram São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Ribas do Rio Pardo (MS) (Tabela 10). O Município de Porto Murtinho (MS) teve queda de efetivo, perdendo a quinta posição ocupada em 2009 para o Município de Cáceres (MT) e passando ao 12o lugar em 2010.

A Região Norte tem apresentado um crescimento no rebanho superior às demais regiões desde 2009, revertendo a queda observada em 2007.

No Nordeste, a ocorrência de secas e o abate de matrizes têm contribuído para a redução do rebanho em alguns municípios da Bahia, que possui o maior rebanho da região.

Na Região Sul, o Paraná foi responsável pela queda da variação em 2010, sendo o único estado da região a apresentar decréscimo do rebanho.

No Sudeste, o avanço das lavouras de cana e grãos sobre as pastagens em São Paulo contribuiu para a redução da taxa de crescimento do rebanho.

A publicação completa da PPM 2010 pode ser acessada aqui.

Fonte: IBGE, adaptada pela Equipe BeefPoint.

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  • No conozco el grado de coinfiabilidad de la información de IBGE. El crecimiento anuciado de las existencias bovinas, no es consistente con el comportamiento de otras variables. El caso más notorio es el de la faena. De acuerdo con la información reportada por el Servicio de Inspección Federal en su sitio web, la faena en Brasil viene cayendo sostenidamente desde abril de 2007. Si estas dos informaciones fueran correctas (aumento del stock y reducción de la faena) estaríamos ante un descenso en la tasa de extracción de la ganadería brasileña, lo que equivale a decir que estaríamos ante un proceso de ineficiencia creciente de la producción ganadera. Si bien no conozco en profundidad la ganadería de ese país, me resulta muy difícil aceptar esa conclusión. Todo indica que existe desde hace un tiempo una fuerte corriente inversora en el rubro y ello debe traducirse en una mayor eficiencia productiva. Si alguien ayuda a entender esta aparente contradicción, le agredecería.

    Felicitaciones por esta página referente diario de nuestro trabajo

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