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Geada impacta safrinha pelo país

O avanço de uma forte onda de frio nesta semana atingiu não somente o Sul mas também derrubou as temperaturas no Sudeste e Centro-Oeste. Os impactos foram observados em lavouras de milho safrinha plantadas mais tarde.

Houve formação de geadas mais intensas no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Algumas lavouras já haviam registrado perda de produtividade devido a estiagem e agora podem ter mais quedas com o fenômeno. Segundo a Reuter, na última terça-feira (29), houve formação de geada em várias cidades, com temperaturas bem baixas e até negativas.

Analistas já projetam novas quebras de safra mas aguardam para mensurar exatamente este montante, uma vez que o frio leva alguns dias para mostrar seus efeitos. O impacto do fenômeno climático poderia ter sido mais intenso, não fossem as chuvas registradas em algumas regiões, principalmente no norte do Paraná e algumas áreas de Mato Grosso do Sul. No Paraguai as perdas também devem ser significativas.

Em áreas da Coopavel, localizada em Cascavel (PR) e que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Estado, somente as lavouras em maturação não serão afetadas. “O estrago foi grande. Já era para termos de 30% a 40% da área colhida, mas tivemos 30 dias de atraso no plantio”, disse uma fonte ligada à cooperativa. No entanto dois dias depois da geada estima-se que o prejuízo será um pouco menor.

Em áreas da Cocamar, norte e noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, as pastagens, que já vinham mal devido à falta de chuvas, ficaram recobertas por uma camada de gelo, trazendo ainda mais preocupação aos pecuaristas.

O engenheiro agrônomo Rafael Furlanetto, gerente técnico da cooperativa, explica que ainda não é possível avaliar a extensão de possíveis perdas no milho. “Ainda é cedo para sabermos, em uma semana teremos uma informação mais precisa”, diz.

O engenheiro agrônomo Edson Matsumoto, da cooperativa de profissionais Unicampo, que presta serviço à Cocamar e outras empresas, avalia que a geada foi generalizada, congelando espigas que ainda estavam em fase de formação.

Atualmente, considerando apenas os efeitos da severa seca no centro-sul, a segunda safra brasileira está estimada em 61,6 milhões de toneladas, queda de 22,4 milhões de toneladas em relação potencial inicial.

A segunda safra de milho do Paraná está estimada em 9,8 milhões de toneladas pelo Departamento de Economia Rural (Deral), que vê uma colheita, até o momento, com queda de cerca de 5 milhões de toneladas ante o potencial inicial, devido ao impacto da seca.

Fonte: Agrolink.

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