Pesquisa argentina desenvolve vacina contra Escherichia coli em bovinos 
22 de junho de 2022
Novo aperto na oferta de gás afeta ureia
23 de junho de 2022

Frete do agronegócio subiu 3,9% no último ano, mas reajuste do diesel foi de 53,11%, diz Fretebras

Após sucessivos aumentos do diesel, os preços dos fretes rodoviários começam a ser reajustados, mas os valores estão longe da elevação dos custos dos motoristas, diz levantamento feito pela plataforma Fretebras. Entre maio de 2021 e maio de 2022, o valor médio cobrado para o transporte de produtos do agronegócio subiu 3,92%, segundo o índice Fretebras, enquanto o preço do diesel S500 aumentou 53,11%

Com a nova alta de 14,26% anunciada em 17 de junho pela Petrobras, a expectativa da Fretebras é que os caminhoneiros autônomos intensifiquem as negociações dos fretes do setor, para tentar compensar a escalada dos custos de transporte.

A empresa fez uma enquete com mais de 1,3 mil motoristas, no próprio dia 17 de junho, e 44,8% deles disseram que consideravam deixar a profissão em breve devido ao aumento de custos.

Oferta e demanda

O diretor de operações da Fretebras, Bruno Hacad, comenta: “Apesar das iniciativas do governo de gerar mudanças positivas neste cenário de diesel muito alto, como o teto do ICMS e a redução do gatilho nos ajustes da tabela de preço mínimo, a verdade é que o principal fator que influencia no valor dos fretes é a lei de oferta e demanda. Se os caminhoneiros não aceitarem mais viajar a um preço que não compensa, naturalmente o valor do frete vai aumentar. Está nas mãos dos próprios caminhoneiros a força para influenciar o preço no curto prazo, mas para isso eles precisam saber calcular bem os custos do trajeto.”

Segundo o executivo, o cenário é difícil no dia a dia dos caminhoneiros, que cada vez mais precisam estar atentos e fazer contas para entender quando um frete vale a pena ou não. O agronegócio representa quase 40% de todas as cargas ofertadas na plataforma.

As regiões Sudeste e Sul do país apresentaram as maiores altas no frete rodoviário, de 7,20% e 4,10%, respectivamente, na comparação anual. Entre os Estados, os de maior destaque foram São Paulo, onde houve alta de 8,09%, e Santa Catarina, com 6,82%.

O índice da Fretebras avalia três grandes setores que representam mais de 50% do PIB nacional: agronegócio, produtos industrializados e construção. O preço médio dos fretes de produtos industrializados subiu 4,17% entre maio de 2021 e maio de 2022; no caso da construção, a alta foi de 1,31%.

Fonte: Valor Econômico.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.