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Entidade escocesa admite atraso nas especificações de rotulagem de carnes

Há doze meses, a entidade Quality Meat Scotland (QMS), da Escócia, anunciou que a partir de uma data não especificada do ano de 2003, somente carnes bovina e ovina oriunda de animais nascidos, criados e processados no país estariam aptas a carregarem o rótulo escocês.

Entretanto, a diretora executiva da QMS, Jan Polley, informou na terça-feira que é mais provável que somente em janeiro de 2004 a Escócia consiga a concessão para a indicação de produto protegido geograficamente (PGI) por parte da União Européia (UE).

Polley disse que a QMS manterá os produtores atualizados com o processo em uma iniciativa designada para proteger a marca do país – Scoth. A boa notícia aos produtores é que a mudança do atual sistema, onde os animais podem ser qualificados para a rotulagem após um período de residência ao norte da fronteira – 90 dias no caso de bovinos – não acontecerá da noite para o dia.

“Nós estamos cientes de que haverá alguns animais no sistema de produção no próximo mês de janeiro que poderão não preencher todos os requerimentos das novas definições. Para dar aos comerciantes tempo de planejar seus estoques, haverá um período de transição até primeiro de junho de 2004”.

O processo de ganho do status de PGI é complexo uma vez que sua aplicação precisa primeiro passar pela Comissão Européia e, depois, publicada no Diário Oficial por seis meses para permitir que as partes interessadas façam comentários. Caso surjam objeções de fora da UE, estas serão tratadas em Bruxelas.

A aplicação das regulamentações das propriedades rurais aos processadores será de responsabilidade da agência Certificação de Qualidade Alimentar da Escócia, que será então de responsabilidade do Departamento Executivo Escocês de Meio-Ambiente e Assuntos Rurais (Scottish Executive Environment and Rural Affairs Department – SEERAD) e não da QMS. A partir de então, a inspeção será enviada à Agência de Segurança dos Alimentos e Padrões Comerciais.

Qualquer violação nas regulamentações poderá gerar grandes penalidades financeiras, porém, mais importante que isso, uma provável perda de negócios e reputação. A QMS acredita que ter um bom status de PGI causará poucos problemas à indústria de carnes escocesa.

Informações do Serviço Britânico de Movimentação de Bovinos revelam que somente 7% dos bovinos abatidos na Escócia nasceram em outro local e foram terminados no país. Entretanto, as novas regras não evitarão que os produtores escoceses comprem animais de outros países, mas estes não poderão trazer o rótulo do país após o período de transição que ocorrerá em 2004.

Fonte: The Herald (por Dan Buglass), adaptado por Equipe BeefPoint

This post was published on 28 de março de 2003

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