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Enfraquecimento da exportação e demanda local de carne bovina marcaram fevereiro

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, começaram a surgir as primeiras sinalizações de inversão na tendência de alta nos preços, com recuos significativos da carne bovina no atacado sendo registrados. A margem operacional dos frigoríficos é cada vez mais estreita em função desse cenário, e muitas unidades sinalizam para a redução da capacidade de abate, uma tentativa de mitigar os efeitos do encarecimento da matéria-prima.

Com uma oferta ainda muito restrita, os frigoríficos encontram grande dificuldade na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre dois e três dias úteis, enquanto em alguns estados foram registradas tentativas de compra abaixo da referência média.

“No geral, a oferta de animais terminados permanece curta, cenário que pode mudar a partir da segunda quinzena de março, quando deve haver uma maior disponibilidade de animais de pasto terminados”, assinalou Iglesias.

Já a demanda doméstica de carne bovina permanece em uma situação bastante complicada neste primeiro semestre, com o consumidor médio descapitalizado mantendo a predileção por proteínas mais acessíveis, enfaticamente a carne de frango. “Somado a isso, precisam ser citadas as incertezas em torno das exportações de proteína animal brasileira em 2021, com reportes de uma recomposição acelerada do rebanho de suínos no território chinês”, completou.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 25 de fevereiro:

São Paulo (Capital) – R$ 305,00 a arroba, contra R$ 300,00 a arroba em 29 de janeiro, subindo 1,7%.
Minas Gerais (Uberaba) – R$ 303,00 a arroba, ante R$ 295,00 a arroba, subindo 2,7%.
Goiânia (Goiás) – R$ 290,00 a arroba, inalterado.
Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 285,00 a arroba, contra R$ 288,00 a arroba (-1%)
Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 300,00 a arroba, contra R$ 285,00 a arroba, alta de 5,3%.

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 324,031 milhões em fevereiro (13 dias úteis), com média diária de US$ 24,925 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 71,312 mil toneladas, com média diária de 5,485 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.543,80.

Em relação a fevereiro de 2020, houve perda de 8,37% no valor médio diário da exportação, perda de 10,71% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,61% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS.

This post was published on 3 de março de 2021

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Equipe BeefPoint

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