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É possível ter produção eficiente de carne e ter alto teor de marmoreio?

Os criadores de gado que buscam eficiência e qualidade de carcaça podem ter tudo, não sendo necessário escolher entre eficiência e qualidade da carne, de acordo com o cientista animal da Universidade da Georgia (UGA), Dean Pringle.

Segundo ele, uma equipe da UGA estudou um rebanho de 210 bovinos  Angus comerciais na Northwest Georgia Branch Experiment Station, criado desde 2011 com touros Angus registrados selecionados para criar quatro rebanhos exclusivos.

Pringle disse que os critérios foram alta eficiência e baixa eficiência; e dentro dos grupos de eficiência, alto marmoreio e marmoreio médio da raça. O primeiro objetivo foi avaliar e verificar se a seleção para ganho médio diário residual (RADG) realmente resultou em mudanças na eficiência alimentar.

Os resultados são parte de um artigo que mostrou o impacto da seleção usando ganho médio diário residual e DEPs (diferenças esperadas de progênie) de marmoreio no crescimento, desempenho e características de carcaça em novilhos Angus.

Os dados mostram que não há necessidade de se afastar de um alvo para atingir os outros.

O histórico de ciências da carne de Pringle levou a ampliar os objetivos, uma vez que a proteína é geralmente produzida de forma mais eficiente do que a gordura. Ele começou a se preocupar com essa questão: se conseguissem que esses animais fossem mais eficientes, convertendo ração em ganho, começariam a selecionar contra a deposição de lipídios e marmoreio nesses animais?

Os resultados dos dados reduziram a preocupação de Pringle:

Uma análise mais detalhada dos dados de carcaça ressalta a qualidade já criada no rebanho UGA (ver gráfico).

Em todos os níveis de eficiência, mais de 79% dos novilhos Angus selecionados apenas para marmoreio médio tiveram o suficiente para se qualificar para a marca Certified Angus Beef (CAB), incluindo 21,8% CAB Prime. Para se qualificar para a marca CAB, o marmoreio tem que ser de moderado a alto, pois isso garante a maciez, o sabor e a textura da carne ofertada. A classificação USDA Prime é a mais alta, sendo que apenas 3% da carne bovina dos EUA se classificam nesta categoria.

A pesquisa mostrou que foi possível ter animais pouco eficientes com alto teor de marmoreio, além de animais altamente eficientes e com alto teor de marmoreio. Na raça Angus, essas duas características não parecem estar altamente ligadas geneticamente. 

Os modelos criados para pesquisas UGA em andamento permitem estudar a biologia e a fisiologia dessas características economicamente importantes. Agora com oito temporadas de parto para criar os quatro sub-rebanhos, os pesquisadores estão comparando a progênie da primeira à segunda e agora à da terceira geração.

Eles estão observando as diferenças entre os microrganismos no rúmen e no resto do trato gastrointestinal para cada uma das quatro linhagens. Estão analisando o tecido do fígado para ver se há outros genes sendo regulados para cima ou para baixo à medida que continuam selecionando para marmoreio e eficiência.

Fonte: Efficient, high-marbling beef is possible, do Certified Angus Beef (CAB), traduzido e adaptado pela Equipe BeefPoint.

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