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Contra sinais contrários, BTG arrisca em vacas mais magras nas exportações de bovinos

O que o BTG Pactual está vendo até o momento em relação a um período de vacas mais magras nas exportações de carnes, pelo menos na proteína bovina a aposta é arriscada.

Não somente a China acionou forte as importações mais cedo este ano – como também, no geral, os embarques foram bons nos primeiros dias de janeiro -, mas os últimos números de 2020 mostram que mercados tradicionais estão voltando a comprar após a melhoria do ambiente econômico.

E farão companhia aos chineses. “A China deve continuar firme nas compras e a expectativa é de volta daqueles que deixaram de comprar grandes volumes em 2020, como o Chile, diz Yago Travagini, analista da consultoria Agrifatto.

Em relatório aos clientes desta segunda (11), o BTG argumenta, no caso específico da carne bovina, que “os volumes de exportação tiveram queda de 9%, principalmente devido aos menores suprimentos de animais. Já os preços em dólar avançaram ante a novembro”.

Ocorre que em dezembro e janeiro as vendas externas são sazonalmente mais fracas. Sobre dezembro de 2019, a queda foi de 3%, para 168,1 mil toneladas, enquanto as mais de 2 milhões/t do ano (1,182 milhão rumaram para a China) representaram 8% a mais e 11% em dólar (US$ 8,4 bilhões), de acordo com dados da Secex.

“Mas janeiro voltaram [as exportações] a recuperar força, com números semelhantes aos de novembro”, reporta a Agrifatto. Foram 40,68 mil/t, o que, segundo Travagini, dá a entender que a China está de volta antes do esperado.

Em relação aos potenciais de outros destinos, as quase 128 mil/t enviadas ao Egito em 2020 e as 90,4 mil do Chile (3° maior mercado), tiveram números acelerados nos últimos meses, acrescentando expectativas de que devem continuar, ainda que haja incertezas sobre a relação economia e o perfil futuro da covid-19. A Rússia importou 14% menos, mas está subindo, como o Irã, mesmo sob peso de embargo econômico.

Outra boa notícia que veio de 2020 e acende esperanças foram as aquisições dos Estados Unidos de carne in natura. Depois de zero exportações em 2019, sob vigor de restrições, em 2020 o país adquiriu em torno de 40% das 59,4 mil toneladas, mostrando que a participação das carnes processadas de menor qualidade teve ganho marginal nos 53,8% de aumento total dos embarques.

Os EUA já apareceram na quarta colocação entre os maiores compradores de carne de boi.

Fonte: Money Times.

This post was published on 12 de janeiro de 2021

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Equipe BeefPoint

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