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Commodities: Tempo seco nos EUA puxa alta dos grãos em Chicago

Os grãos negociados na bolsa de Chicago tiveram alta expressiva no pregão desta quarta-feira. Preocupações com o clima das lavouras nos Estados Unidos e notícias que indicam demanda firme por essas commodities deram suporte às cotações.

“Milho, soja e trigo registraram avanços sólidos na sessão, à medida que o clima voltou direcionar o mercado. Enquanto as chuvas estão se movendo por várias regiões do cinturão de grãos, há preocupações de que algumas áreas que mais precisam de precipitação não tenham. Há também o risco de aumento das previsões para condições mais quentes e secas em agosto”, disse, em relatório, Karl Setzer, analista da Agrivisor.

A soja fechou em alta pelo quarto pregão seguido. O contrato para novembro, o mais negociado atualmente, avançou 2,33% (31,50 centavos de dólar), a US$ 13,8325 o bushel. Na segunda posição, com entrega em agosto, a alta foi de 2,7% (38,25 centavos de dólar), a US$ 14,530 o bushel.

Além do clima, outro fator que estimulou a alta foi a confirmação do governo brasileiro de que a mistura do biodiesel ao diesel será de 12% no próximo leilão, previsto para setembro ou outubro. Nos últimos certames, o teor ficou em 10%, o que desestimulou o processamento no país. O biodiesel brasileiro é majoritariamente feito a partir do óleo de soja.

Os futuros do milho para dezembro, de maior liquidez no momento, subiram 3,33% (18 centavos de dólar), a US$ 5,5875 o bushel. O papel de segunda posição, setembro, avançou 3,08% (17 centavos de dólar), a US$ 5,6825 o bushel.

Após os operadores precificarem os últimos relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a atenção retorna às condições climáticas das lavouras americanas. Existe a preocupação com a seca em áreas produtoras nos próximos dez dias. “Os mercados de grãos adicionaram prêmios climáticos. Além das chuvas que hoje estão caindo em Iowa, os traders olharam para as perspectivas para os próximos dez dias”, disse Arlan Suderman, da StoneX, à Dow Jones Newswires.

Por fim, o contrato do trigo com entrega para setembro, atualmente o mais negociado, subiu 3,23% (20,5 centavos de dólar), a US$ 6,5425 o bushel. Os preços do cereal apoiaram-se em indicadores demanda, depois que o Egito, maior importador mundial, fez um leilão para comprar 60 mil toneladas.

Segundo o jornal “The Wall Street Journal”, o trigo romeno foi o mais barato entre 18 propostas — o lance foi de US$ 231,88 por tonelada. Na semana passada, os egípcios também haviam comprado cereal, o que já havia puxado os preços para cima. “A demanda mundial por trigo continua crescendo”, disse a AgResource.

Além disso, a valorização do milho costuma se refletir também em altas do trigo, uma vez que um pode substituir o outro na produção de ração animal.

Fonte: Valor Econômico.

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