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Commodities: Milho cai pelo terceiro pregão seguido em Chicago

O milho emendou sua terceira queda seguida na bolsa de Chicago nesta quarta-feira. O vencimento do cereal para dezembro, o de maior liquidez, recuou 0,1% (0,5 centavo de dólar), a US$ 5,1025 o bushel – na véspera o papel já havia recuado 2,53%.

O grão vive uma onda negativa diante da expectativa de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) vá revisar para cima sua previsão para a safra americana. A percepção de parte do mercado é que o corte realizado em agosto foi muito forte e que é possível que a projeção de produtividade das lavouras melhore.

Análises feitas diretamente das plantações, como crop tours, já apontaram números maiores que os do USDA — e o relatório deste mês será o primeiro da safra com avaliações feitas por técnicos do departamento diretamente no campo, daí a expectativa de reajuste.

Além disso, o pessimismo com a produção de etanol nos EUA ajuda a pressionar as cotações. A previsão do mercado é que a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) reduza novamente suas estimativas de estoques e produção no país, que estão há mais de um mês sendo reajustadas para baixo. O etanol americano é majoritariamente produzido de milho, o que torna o dado uma importante referência de demanda pelo cereal.

Por outro lado, o que ajudou a arrefecer a queda foi o otimismo dos investidores com uma possível retomada dos embarques na região do Golfo, rota importante para as exportações americanas de grãos que foi afetada por estragos causados pelo furacão Ida. As tradings que atuam na área já começam a acelerar a manutenção de suas estruturas e a previsão é que os trabalhos sejam retomados até o fim de semana.

“O mercado está monitorando de perto o retorno das remessas de exportação pelos portos de Nova Orleans”, disse Arlan Suderman, da StoneX, à Dow Jones Newswires. “Alguns terminais sofreram danos estruturais, que foram, em grande parte, correias transportadoras. Elas estão sendo substituídas em meio ao otimismo de que devemos ver um progresso significativo na próxima semana.”

Apoiada por esse contexto, a soja avançou 0,2% (2,5 centavos de dólar), a US$ 12,7950 o bushel. Além disso, o USDA informou mais cedo uma nova venda, de 106 mil toneladas com destino à China, oferecendo suporte extra ao movimento. Embora o volume não tenha animado o mercado, a consistência das compras mostra um aquecimento das negociações.

Ainda no terreno da soja, a consultoria Datagro divulgou que a produção do grão na América do Sul deverá chegar a 211,9 milhões de toneladas na safra 2021/22. Caso a projeção se confirme, será um crescimento de 7% sobre 2020/21, quando foram colhidas 197,7 milhões de toneladas.

Para o Brasil, a expectativa é que sejam produzidas 144,1 milhões de toneladas (+5%), e no caso da Argentina a previsão é mais otimista — alta de 13%, para 51,3 milhões de toneladas. Já o Paraguai deverá produzir 10,5 milhões de toneladas, ante 9,8 milhões de toneladas do ciclo anterior (+6,8%).

O crescimento da área plantada no continente deverá ser de 2%, para 62,7 milhões de hectare, um novo recorde. “A exemplo da safra anterior, os produtores da região devem ter evolução heterogênea de incrementos da área semeada, com aumentos no Brasil, Paraguai, Bolívia e Uruguai e nova redução na área da Argentina”, disse, em nota, Flávio França Junior, analista da Datagro.

O trigo caiu pelo segundo pregão seguido em Chicago. O contrato para dezembro, hoje o mais negociado, cedeu 1,42% (10,25 centavos de dólar), a US$ 7,0950 o bushel.

Segundo a consultoria AgriVisor, a pressão aos preços surgiu de uma previsão divulgada nesta quarta pela Stats Canada (equivalente do país ao IBGE), que indicou estoques de trigo maiores que o estimado pelo mercado. O inventário canadense do cereal está em 5,7 milhões de toneladas, 200 mil toneladas acima do que um ano atrás.

“Isso pegou o mercado de surpresa, que imaginava um número muito menor, indicando que a demanda de trigo pode não ser tão alta quanto se pensava”, afirmou, em relatório.

Como pressão extra, o Commerzbank apontou que a Austrália deverá ter uma produção de 32,6 milhões de toneladas, número próximo ao recorde obtido no ano passado (33,3 milhões de toneladas).

Fonte: Valor Econômico.

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