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Commodities: Lavouras pioram nos EUA, e soja e milho sobem em Chicago

A piora nas condições das lavouras nos Estados Unidos puxou altas consistentes dos preços de soja e milho na bolsa de Chicago nesta terça-feira. Na véspera, já depois do pregão, o Departamento de Agricultura do país (USDA) reportou queda na qualidade das plantações em um momento decisivo para a consolidação da produtividade no país, o que ajuda a explicar o desempenho das commodities na sessão.

A soja retornou ao patamar de US$ 13 por bushel, também apoiada em temores de limitação da oferta de óleos vegetais. O contrato do grão para novembro, que é o mais negociado atualmente, subiu 3,02% (39 centavos de dólar) a US$ 13,3175 o bushel.

Na véspera, o USDA informou que o índice de lavouras em boas ou excelentes condições caiu 1 ponto percentual em uma semana, para 56% do total até domingo. Há um ano, eram 69%. Esse dado teve reflexos sobre as cotações, segundo a AgResource.

“Grande parte da queda [de condição] observada no milho e na soja vem dos Estados do Cinturão Oriental, onde há previsão de bons rendimentos”, disse a consultoria à Dow Jones Newswires. Além da queda nas classificações da soja dos EUA, a incerteza sobre o tamanho da safra de canola do Canadá também contribuiu para o aumento de preços do grão.

Na mesma direção, os lotes do milho para dezembro, que são os de maior liquidez atualmente, avançaram 1,82% (9,75 centavos de dólar), a US$ 5,4525 o bushel.

Segundo o USDA, 60% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições até domingo, abaixo dos 62% da semana anterior. A notícia reforça a percepção de que a safra no país deverá ser bem menor do que o previsto no começo da temporada, uma vez que o milho está em um estágio em que dificilmente consegue recuperar sua produtividade.

“As chuvas chegaram tarde demais para mudar as avaliações da safra desta semana”, disse Arlan Suderman, da StoneX. “Muitas áreas permanecem com clima quente e seco, e provavelmente veremos novas quedas nas avaliações na próxima semana”, acrescentou.

Como suporte adicional às cotações, exportadores americanos reportaram a negociação de 125,3 mil toneladas de milho com o México. Outras 132 mil toneladas de soja foram negociadas com a China.

Após liderar as altas em Chicago no dia anterior, o trigo passou por leve correção técnica. O vencimento do cereal para dezembro, hoje o de maior liquidez, recuou 0,17% (1,25 centavo de dólar), a US$ 7,3225 o bushel.

O cereal teve uma sessão com poucas novidades, especialmente porque o USDA não informou nesta semana as condições da safra de primavera no país, apenas os percentuais de colheita. Com a falta de dados, os operadores fizeram alguns ajustes de posição.

No curto prazo, as preocupações com o tamanho da safra global do cereal devem seguir direcionando as cotações na bolsa americana.

Fonte: Valor Econômico.

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