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Commodities: Em recuperação técnica, milho sobe 1,49% em Chicago

Em um movimento de recuperação técnica na bolsa de Chicago, os contratos do milho para dezembro, os de maior liquidez, subiram 1,49% (8,75 centavos de dólar), a US$ 5,9525 por bushel, e os papéis para setembro, de segunda posição, avançaram 1% (6 centavos), a US$ 6 por bushel.

O analista Dave Marshall, da AgTraderTalk, disse ao “The Wall Street Journal” que a alta foi uma correção após a liquidação dos contratos ontem. “Mas os fundamentos por trás da demanda de milho podem não dar suporte a uma alta prolongada”, afirmou, segundo a Dow Jones.

A queda na produção de etanol nos EUA é um sinal disso, salientou Marshall. A Administração de Informações de Energia (EIA) informou hoje que os americanos produziram, em média, 1,005 milhão de barris por dia na semana encerrada em 8 de julho.

O volume está em queda há quatro semanas.

“Tivemos dificuldades durante toda a Primavera para incluir etanol no abastecimento de gasolina”, afirmou o analista da AgTraderTalk.

O mercado aguarda novidades sobre as negociações para a abertura de um corredor seguro para embarque de grãos pelos portos do Mar Negro, disse Matt Zeller, da StoneX, em nota à Dow Jones.

Conforme agências internacionais, a Turquia recebeu representantes da Ucrânia, da Rússia e das Nações Unidas nesta quarta-feira para uma nova rodada de conversas.

A guerra no Leste Europeu é um dos fatores que impulsionaram os preços das commodities agrícolas, ao interromper as exportações da Ucrânia, grande fornecedora mundial de trigo, milho e óleo de girassol. Uma eventual retomada desses embarques aumentaria a oferta global, pressionando as cotações.

No que se refere aos fundamentos, Jason Britt, da Central States Commodities, afirmou ao “The Wall Street Journal” que o tempo seco nas principais áreas de grãos dos EUA pode mexer com os preços. “Se o tempo quente e seco durar mais tempo do que indicam as previsões, agricultores e comerciantes ficarão preocupados com os rendimentos”, corrobora Daniel Flynn, do Price Futures Group, em relatório.

Soja

Após a forte queda de ontem, a soja reverteu parte das perdas e fechou com valorização na bolsa de Chicago. Os contratos para novembro, os de maior liquidez, subiram 0,48% (6,50 centavos de dólar), a US$ 13,4950 por bushel. Os papéis de segunda posição, para agosto, avançaram 1,12% (16,50 centavos de dólar), a US$ 14,8475 por bushel.

Um dos pontos de atenção do mercado também é para a tendência de clima mais seco nos Estados Unidos, que deve prejudicar o desempenho das lavouras no país, como destaca Jack Scoville, do Price Group Futures.

“Os traders estão atentos às previsões quentes e secas para o Meio-Oeste e as Grandes Planícies. As previsões de um tempo mais firme estão chegando exatamente quando se espera o surgimento das vagens, para que os rendimentos das lavouras possam ser cortados”, disse Scoville, em relatório.

Na ponta da demanda, a China importou, no total, 8,25 milhões de toneladas de soja no mês passado, volume 23% menor que o comprado em junho de 2021, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas (GACC) obtidos pela Reuters. As compras do mês passado também foram inferiores às 9,67 milhões de toneladas de maio.

Estima-se que as indústrias em Rizhao, principal centro de processamento de soja do norte de Shandong, estão arcando com prejuízos de US$ 100 por tonelada processada.

Trigo

O trigo teve mais uma baixa em Chicago. Os contratos futuros para setembro, os de maior liquidez, fecharam em queda de 0,43 % (3,50 centavos de dólar), a US$ 8,1075 por bushel.

O preço do cereal chegou a operar em alta no início da sessão, mas perdeu força. As notícias do avanço no acordo para a retomada das exportações de grãos da Ucrânia ajudaram a pressionar as cotações.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que um acordo pode estar “muito próximo”, segundo informou a agência Reuters.

Para Marcelo de Baco, operador do mercado de trigo, a tendência é que as cotações sigam em queda na bolsa de Chicago, já que não há notícias que ofereçam suporte aos preços. “Fala-se em redução do plantio na Argentina, mas o rendimento das lavouras só poderá ser dimensionado no fim do ano”, afirma.

Reforçando a tendência de baixa, o cenário de oferta elevada, com o avanço da colheita no Hemisfério Norte, e exportações aquecidas, joga mais um elemento de pressão nas cotações.

Hoje, o escritório FranceAgriMer informou que as exportações da França em 2022/23 devem totalizar 10,3 milhões de toneladas, alta de 17% sobre o ciclo anterior e o maior nível dos últimos três anos, informou a agência Reuters.

Os preços competitivos da França, apoiados pela forte queda do euro, que chegou a uma paridade com o dólar, estão impulsionando as perspectivas de exportação, embora permaneçam incertezas sobre a demanda chinesa e sobre o quanto a Rússia exportaria, disse Marc Zribi, chefe da unidade de grãos da FranceAgriMer.

Fonte: Valor Econômico.

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