DSM, de suplementação animal, cria operação de ‘barter bovino’
21 de julho de 2021
Países das Américas defendem suas exportações
21 de julho de 2021

Commodities e itens relacionados responderam por quase um quinto da receita de empresas em 2019,diz IBGE

Commodities, e produtos relacionados a esse tipo de item, responderam por quase um quinto da receita de vendas das empresas brasileiras em 2019. É o que mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa e Produto 2019, divulgada hoje. Entre as commodities, o minério de ferro acabou subindo de posição, em ranking das dez maiores participações no total de receitas — e só perdeu em participação para óleos brutos em petróleo, ainda na primeira posição naquele ano. 

No caso da PIA – Produto, o instituto investigou para a pesquisa unidades locais das empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas e com receita bruta de vendas de produtos e serviços industriais superior a R$ 15,8 milhões no ano anterior ao de referência da pesquisa. Os valores que constam na pesquisa são nominais, ou seja, não deflacionados. 

Na ótica da PIA – Produto, foram pesquisados 3.400 produtos fabricados por 32 mil empresas, e suas 38,5 mil unidades locais produtivas industriais, em 2019. Naquele ano, o valor total da produção correspondeu a R$ 3,3 trilhões. O valor total apurado em receita líquida de vendas foi de cerca de R$ 2,8 trilhões. Em 2018 foi de R$ 2,6 trilhões. 

No ranking das dez maiores fatias de participação de produtos ou serviços industriais, no total da receita líquida de 2019, nove são commodities ou itens relacionados a commodities. É o caso de óleos brutos de petróleo (3,8% no total de participação de receita); minérios de ferro (3,3%); óleo diesel (3%); carnes bovinas frescas ou refrigeradas (2,1%); álcool etílico (etanol) não desnaturado para fins carburantes (1,8%); gasolina automotiva para outros usos exceto para aviação (1,6%); tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja (1,2%); pastas químicas de madeira (celulose) (1,2%); e adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) (1,1%). Todos essas parcelas reunidas somam participação de 19,1%. 

No caso das três primeiras posições do ranking de maiores receitas líquidas de vendas em 2019, o IBGE detalhou que óleos brutos de petróleo atingiu receita de R$ 106,2 bilhões em 2019, seguido por minério de ferro, com R$ 91,9 milhões, na segunda posição a refletir aumento de preços internacionais. O minério tirou posição de óleo diesel, derivado do petróleo com receita de R$ 84,8 bilhões em 2019, e que naquele ano passou para a terceira posição no ranking. 

A única exceção não relacionada a commodity, no ranking das dez maiores participações em receita, foi automóveis com motor de 1.500 a 3.000 cilindradas (2,4% de fatia no total da receita). 

Na prática, esse dado indica parcela concentrada da receita em itens de maior valor agregado. O IBGE pontuou que, ao reunir commodities, itens relacionados a commodities e automóveis, esses dez produtos e ou serviços industriais responderam por 21,5% do total da receita líquida de vendas das empresas em 2019. 

Fonte: Valor Econômico.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *