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Commodities: Dólar pressiona milho e soja na bolsa de Chicago

A valorização do dólar no mundo pressionou as cotações de soja e milho na bolsa de Chicago nesta quarta-feira. Quando sobe, a moeda americana reduz a competitividade dos grãos colhidos nos Estados Unidos, principal fornecedor do mercado no momento.

A queda do petróleo na sessão, após forte valorização na véspera, exerceu pressão adicional sobre os preços de etanol e óleo de soja, dois produtos que ajudam a direcionar as cotações dos grãos. O petróleo do tipo Brent (referência internacional) para dezembro recuou 1,79%, a US$ 81,08.

Com isso, o milho emendou sua terceira queda seguida em Chicago. O contrato para dezembro, de maior liquidez, recuou 0,98% (5,25 centavo de dólar), a US$ 5,3225 o bushel. O papel de segunda posição, para março, por sua vez, caiu 0,92% (5 centavos de dólar), a US$ 5,410 o bushel.

Nos EUA, onde a colheita está em andamento, algumas consultorias projetam aumento de produtividade em alguns talhões.

Por outro lado, a produção de etanol no país, onde o biocombustível é feito principalmente de milho, avançou 7% na semana encerrada em 1º de outubro, para 914 mil barris por dia, informou hoje a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês).

O volume, o maior desde agosto, ficou muito acima do esperado por analistas ouvidos pelo jornal “The Wall Street Journal”, que previam até 930 mil barris diários. Já a previsão de estoques do biocombustível foi reduzida em 289 mil barris, segundo a EIA, para 19,93 milhões de barris. Na semana passada, o índice era de 20,22 milhões de barris. A alta foi na contramão do que previa o mercado, que esperava algo entre 20,02 e 20,32 milhões de barris.

Nas negociações da soja, o contrato para novembro, o mais negociado, fechou o dia em baixa 0,68% (8,50 centavos de dólar), a US$ 12,420 o bushel. Já o contrato seguinte, que vence em janeiro, recuou 0,67% (8,50 centavos de dólar), para US$ 12,5250 por bushel.

A lenta retomada da logística de exportação dos EUA e a ausência dos chineses do mercado nesta semana em função de um feriado prolongado no país também criaram pressão para a venda de contratos, diz o analista Karl Setzer, da AgriVisor.

Nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar seu relatório semanal de exportações. O documento poderá ajudar os investidores a ter mais clareza sobre a demanda externa pelos grãos americanos, e, com isso, e dar nova direção aos preços.

O trigo, por fim, voltou a subir após o movimento de realização de lucros ocorrido na véspera. O vencimento para dezembro, o mais ativo no momento, avançou 0,17% (1,25 centavo de dólar), a US$ 7,460 o bushel. Já o contrato de segunda posição, para março, fechou em alta de 0,23% (1,75 centavo de dólar), para US$ 7,590 o bushel.

Segundo Jack Scoville, do Price Future Group, o clima seco na Rússia, nos EUA e no Canadá tem dado suporte aos preços, ainda que esse fundamento esteja perdendo força, segundo o analista. “O clima russo tem sido bom para a produção nas áreas do norte e oeste, mas ainda está seco nas áreas do sul e no Cazaquistão”, acrescentou, em relatório.

Mais cedo, a agência estatal de importação do Egito, conhecida como Gasc, informou que pretende comprar uma quantidade não especificada de trigo para entrega entre 11 e 20 de novembro ou entre 21 e 30 de novembro. Como o Egito é o maior importador de trigo do mundo, analistas e investidores veem as propostas de aquisição feitas pelo país como um guia para estabelecer preços de referência.

Fonte: Valor Econômico.

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