Produção de grãos crescerá 27% nos próximos dez anos, chegando a 333 milhões de toneladas
7 de julho de 2021
Cana aumenta pressão por área para gado
7 de julho de 2021

Commodities: Com aversão ao risco, soja e milho despencam em Chicago

Os grãos negociados na bolsa de Chicago tiveram forte queda nesta terça-feira, na reabertura das bolsas americanas após o feriado prolongado em comemoração à Independência do país. Um quadro de aversão ao risco, realização de lucros e receio com as condições climáticas nas lavouras americanas desencadeou uma grande liquidação de papéis.

O contrato da soja para novembro, atualmente o mais negociado, caiu 6,72% (94 centavos de dólar), a US$ 13,050 o bushel. O vencimento seguinte, agosto, recuou 6,29% (90,25 centavos de dólar), a US$ 13,4425 o bushel.

Os investidores aproveitaram o pregão para fazer ajustes técnicos de posições e realizar lucros após as altas recentes do grão. “Hoje é aquele dia que chamamos de ‘risk-off’, em que os investidores fogem dos ativos de risco. Tivemos uma queda generalizada das commodities e valorização daqueles ativos que são considerados salvaguardas do mercado, como dólar e o ouro”, afirmou ao Valor o analista Cristiano Palavro, da consultoria Pátria Agronegócios.

Na sessão, os investidores mantiveram-se cautelosos enquanto esperavam a ata da última reunião Federal Reserve (Fed, o banco central do EUA), que deverá dar mais detalhes sobre sua política de juros para os próximos meses. O documento será divulgado nesta quarta-feira. Um eventual aumento na taxa de juros estimula a migração de ativos considerados mais arriscados, como as commodities agrícolas, para títulos do Tesouro americano.

O milho encerrou a terça-feira em seu limite de variação para um só pregão (40 centavos de dólar) na bolsa de Chicago. O contrato para dezembro, o mais negociado atualmente, caiu 6,9%, a US$ 5,3975 o bushel, e o papel de segunda posição, para setembro, também fechou no limite de baixa para o dia. A queda foi de 6,76%, a US$ 5,520 o bushel.

Movimentos financeiros à parte, o mercado segue acompanhando o clima nos EUA, onde a seca tem atrapalhado o desenvolvimento das lavouras. “Nos fundamentos, houve uma previsão de melhora do clima na porção norte e noroeste dos EUA, regiões onde havia seca prolongada e para as quais agora há previsão de chuva para os próximos dez dias. O mercado estava buscando um motivo para cair, e a melhora das chuvas foi o gatilho para essa realização”, acrescentou Palavro.

O trigo acompanhou o desempenho da soja e do milho na sessão. O contrato do cereal para setembro, de maior liquidez, recuou 4,1% (26,75 centavos de dólar), a US$ 6,260 o bushel.

O trigo segue sem fundamentos que sustentem altas prolongadas. Mesmo com uma possível piora nas condições das lavouras americanas, o quadro de oferta e demanda global do cereal é confortável, com boas safras previstas na Rússia e na Ucrânia, dois importantes produtores.

Fonte: Valor Econômico.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *