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Commodities: À espera do USDA, milho avança e soja cai em Chicago

Os grãos negociados na bolsa de Chicago seguiram caminhos opostas no pregão desta quarta-feira. O movimento indica apostas distintas dos investidores para o relatório de oferta e demanda de commodities agrícolas que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará nesta quinta.

Nas negociações do milho, os contratos para julho, atualmente os de maior liquidez, subiram 1,58% (10,75 centavos de dólar), a US$ 6,9075 por bushel. Os papéis da soja de mesmo vencimento, por sua vez, recuaram 1,11% (17,5 centavos de dólar), a US$ 15,625 por bushel.

No último relatório do USDA, publicado em maio, o mercado considerou tímido o corte na estimativa para os estoques globais de milho para a safra 2020/21. Com isso, há expectativa de que o USDA reduza mais esses números tanto para a temporada que está no fim quanto para a próxima.

No início da semana, as chuvas nas áreas de produção pressionaram as cotações do grão, mas, no momento, a leitura é de que as precipitações ainda não são suficientes para melhorar a condição das lavouras de milho. “Haverá aglomerados de tempestades que se desenvolverão de tempos em tempos, mas a tendência geral [de chuvas abaixo da média] continua”, disse o analista Arlan Suderman, da StoneX, à Dow Jones Newswires.

Em análise sobre a soja, a AgResource disse que na parte central do cinturão de grãos americano, justamente as áreas mais secas, choveu durante a última noite, assim como na terça-feira. “Este foi o segundo dia em que a chuva necessária caiu e a umidade será benéfica para as plantações”, disse a consultoria, em nota.

Na segunda-feira, o USDA havia divulgado os dados de safra no país, mostrando que a seca prolongada tinha prejudicado as plantações. Porém, há tempo para a recuperação, principalmente para a soja, dizem os analistas.

Outra explicação para o recuo da oleaginosa nesta quarta é o movimento dos fundos à espera da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA. “Os investidores podem estar vendendo contratos e liquidando posições antes do relatório para o caso de haver alguma surpresa”, disse, no início da sessão, o analista Tony Dreibus.

No mercado do trigo, o contrato para julho, atualmente o mais negociado, recuou 0,40% (2,75 centavos de dólar) na sessão, para US$ 6,8225 por bushel. O quadro de oferta e demanda global considerado mais confortável para o cereal seguiu pressionando as cotações nesta quarta.

Fonte: Valor Econômico.

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