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Commodities: À espera do USDA, grãos têm dia “misto” em Chicago

Em um pregão misto para os grãos, o milho subiu, o trigo caiu e a soja ficou estável nesta terça-feira na bolsa de Chicago. Os investidores se posicionaram para o aguardado relatório de atualização de área plantada nos Estados Unidos, que será divulgado nesta quarta-feira pelo Departamento de Agricultura do país (USDA). O documento deverá direcionar preços na próxima sessão.

Mesmo após subir mais de 5% na véspera, o milho teve fôlego para registrar nova alta. O contrato para dezembro, o mais líquido no momento, subiu 0,23% (1,25 centavo de dólar), a US$ 5,4850 o bushel. O papel de segunda posição, para setembro, subiu 0,18% (1 centavo de dólar), a US$ 5,5925 o bushel.

O analista Craig Turner, da Daniels Trading, afirmou que o mercado reagiu ao alerta de geadas no Brasil, especialmente em Estados onde há boa produção de milho, como Paraná e Mato Grosso do Sul. “Estima-se que até um quarto dos hectares de milho safrinha do Brasil podem ser afetados pelas temperaturas frias”, disse ele à Dow Jones Newswires.

O país, que compete com os americanos nas exportações do cereal, vem enfrentando problemas climáticos na produção e, caso as geadas causem mais perdas, o mercado deverá ter espaço para novas altas.

Já a soja fechou o dia estável. Os papéis para julho, de maior negociação atualmente, ficou em US$ 13,1250 o bushel, sem variação. O segundo vencimento, para agosto, subiu 0,22% (3 centavos de dólar), a US$ 13,3975 o bushel.

O relatório semanal de condições das lavouras do USDA, divulgado na segunda-feira, não trouxe grandes novidades para as condições das lavouras americanas e não teve força para direcionar as cotações. O índice de áreas boas ou excelentes permaneceu em 60% de uma semana para outra, e o patamar de lavouras emergidas e em floração segue dentro da média dos últimos anos.

Exportações brasileiras

Mais cedo nesta terça-feira, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) afirmou que exportações brasileiras de soja deverão chegar a 10,25 milhões de toneladas em junho. O número apresenta uma redução em relação ao previsto na semana passada, quando a associação estimava o embarque de até 11 milhões de toneladas. Se confirmada a projeção, as exportações no semestre chegarão a 60,63 milhões de toneladas, ante 61,67 milhões de toneladas do mesmo período de 2020.

E, apesar da volatilidade dos grãos nas últimas sessões, a Kinea Investimentos, gestora de private equity do Itaú, afirmou nesta terça que irá manter suas posições compradas para soja e milho, em uma aposta de novas altas nos preços no decorrer do ano. A avaliação é de que, apesar de variações de curto prazo, os fundamentos para as duas culturas continuam sólidos.

“Quando observamos essas tendências estruturais, consideramos que, no mínimo, a tendência de preços nos parece assimétrica”, disse a gestora, em relatório distribuído aos clientes. A Kinea aponta uma demanda contínua por grãos, especialmente da Ásia, apoiada por estoques mundiais apertados e problemas climáticos no Brasil e Estados Unidos, os dois maiores fornecedores mundiais de grãos.

Por fim, os futuros do trigo para setembro, contrato de maior negociação no momento, recuaram 0,81% (5,25 centavos de dólar), a US$ 6,4625 o bushel na sessão de hoje na bolsa de Chicago. Em um pregão misto para soja e milho, o trigo foi direcionado pelos seus próprios fundamentos, de acordo com o analista Karl Setzer, da Agrivisor.

Segundo ele, a atualização de safra divulgada pelo USDA foi dentro do esperado pelo mercado – o documento apontou piora nas condições das safras de trigo no país. Com essa piora já precificada, o quadro de oferta e demanda global confortável para o cereal fez pressão sobre os preços nesta sessão.

Fonte: Valor Econômico.

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