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CNA: Zona da Alta Vigilância está perto do fim

Mato Grosso do Sul está prestes a obter o status de área livre de febre aftosa com vacinação, acredita o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira. Segundo o dirigente, o fato do Ministério da Agricultura ter solicitado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o fim das obrigações e restrições impostas aos produtores da Zona de Alta Vigilância (ZAV) demonstra que as medidas adotadas pelos criadores foram eficientes no sentido de garantir o status sanitário da carne produzida na região. A expectativa é que a condição seja atingida já em setembro.

Criada em 2008 e abrangendo uma faixa de 15 quilômetros de largura ao longo de 1.000 quilômetros de fronteira com Bolívia e Paraguai, a ZAV deve deixar de ter a classificação “risco médio” para ser considerada área livre de aftosa com vacinação. O presidente da Comissão da CNA afirma que a conquista decorre das rigorosas medidas adotada na região, que passou por todas as auditorias com transparência e atinge hoje as condições previstas nas normas internacionais para a criação de gado sadio.

A Zona de Alta Vigilância foi criada a partir da ocorrência de casos de febre aftosa em uma área de 750 quilômetros de fronteira com o Paraguai. “Atualmente, a carne in natura produzida na ZAV não pode ser exportada, o que impactou na economia de vários municípios da região pantaneira. A mudança desse status vai beneficiar produtores e a economia de Mato Grosso do Sul”, enfatiza Nogueira.

Ao receber o status de área livre da febre aftosa, Mato Grosso do Sul entra na disputa para voltar a ser o maior exportador de carne bovina, como em 2005. Porém, atendendo as atuais normas, até setembro os produtores da região ainda terão a obrigação de transportar animais em caminhões lacrados, em rotas pré-determinadas nas guias de trânsito animal (GTA’s). Além disso, é necessária a relação individual de animais e quarentena para trânsito de gado magro para fora da ZAV.

As informações são da Famasul, adaptadas pela Equipe BeefPoint.

This post was published on 9 de agosto de 2010

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  • Torço para que o MS colha os frutos de seus esforços. E que o status de livre de aftosa seja concedido a todo seu território. Mas defendo cuidados especiais permanentes com toda nossa zona de fronteira, não apenas no MS. Espero que a defesa sanitária nesta zona seja especialmente fortalecida.

    Att,

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