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CMN aprova estímulos para plantio de grão no País em meio a preços recordes

Medidas para estimular o plantio de milho na próxima safra (2021/2022) foram aprovadas na quinta-feira (29) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em momento em que o País lida com preços recordes do cereal que elevam custos da indústria de carnes, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

As propostas, que incluem a oferta de mais crédito e mecanismos de apoio à comercialização para ajudar os agricultores no incremento da produção do milho e também do sorgo, foram encaminhadas pelo ministério, segundo nota. PUBLICIDADE “As medidas são uma resposta à forte demanda mundial por alimentos e à desvalorização do real, que seguem dando impulso às exportações de grãos do País. Desta forma, reduziu a disponibilidade local de produtos básicos e insumos para ração animal”, disse o diretor de Crédito e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do ministério, Wilson Vaz de Araújo. 

As exportações têm sido relativamente fracas desde fevereiro, já que a oferta interna está escassa antes da entrada da segunda safra, a maior do País, em junho. Em geral, os embarques para o exterior são mais fortes no segundo semestre. Diante disso e com a demanda interna firme, os preços estão renovando máximas históricas no mercado brasileiro. 

O indicador do milho da Esalq está perto de bater R$ 100 a saca. Linha de custeio – Ainda segundo o ministério, o CMN decidiu aumentar o limite de financiamento de custeio, a partir de 1º de julho deste ano, de R$ 3 milhões para R$ 4 milhões por produtor, para a produção de milho e de sorgo.

Também a partir de 1° de julho, os médios produtores poderão ter acesso ao custeio para plantio dos dois cereais, no limite de R$ 1,75 milhão, versus R$ 1,5 milhão anteriormente. Outra medida permite, excepcionalmente, no âmbito da fonte de recursos obrigatórios, o Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP) para a aquisição de milho e de sorgo, limitado a R$ 65 milhões por beneficiário, admitindo o preço de mercado como referência ao invés do preço mínimo, disse o ministério.

Fonte: Diário do Comércio.

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