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CMN aprova condições das linhas de crédito do Plano Safra 2021/22

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta segunda-feira, as condições das linhas de crédito rural do Plano Safra 2021/22. A votação ocorreu de forma virtual em reunião extraordinária convocada para analisar apenas os votos do Banco Central e do Ministério da Economia. As decisões só serão divulgadas depois do anúncio oficial da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta terça-feira, no Palácio do Planalto.

O Plano Safra 2021/22 será lançado a apenas oito dias do início da vigência, em 1º de julho. O Valor apurou que o volume de recursos deverá aumentar na mesma proporção que cresceu no ano passado, em torno de 6%. Com isso, o total de dinheiro disponível para financiar o campo na safra que vem vai passar de R$ 250 bilhões.

Haverá atenção especial para os investimentos, que foram muito demandados nesta temporada – o crescimento em relação ao ciclo 2019/20 ficou perto de 50%. O aporte de recursos será o maior da história, com mais de R$ 70 bilhões e destaque para as linhas ABC e PCA, que receberão incrementos consideráveis.

Os juros, no entanto, também devem subir. Em algumas linhas, o acréscimo será de 0,25 ponto percentual, mas chegará a 1,5 ponto percentual em outras. Na safra 2020/21, as taxas variaram de 2,75% a 7%. Agora, a alíquota mínima deve ser 3% e a máxima, 7,5% – ou mais. Na agricultura familiar, também haverá aumento de juros, ainda que mais contido.

O governo deve atualizar a renda bruta anual para enquadramento dos produtores no Pronaf (pequenos) e no Pronamp (médios). O pedido foi feito pelo setor devido ao aumento dos preços dos produtos agrícolas, que elevaram o faturamento dos agricultores nos últimos anos.

Também será incentivado o cultivo de milho e sorgo e para as atividades que consomem esses grãos na ração, como avicultura, suinocultura, piscicultura, pecuária leiteira e bovinocultura de corte em regime de confinamento.

Ao contrário dos anos anteriores, o governo não deve anunciar uma elevação tão forte no orçamento do seguro rural, que deve ficar em R$ 1 bilhão. A previsão para 2021 era de R$ 1,3 bilhão, mas houve corte nos recursos e o valor aprovado está em R$ 976 milhões.

Fonte: Valor Econômico.

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