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Brasil abre seis novos mercados para o agronegócio em 2021

De sementes de arroz até roedores para exposição em zoológicos. O Brasil continua tentando diversificar a pauta de exportações, ainda muito dependente do complexo soja e das compras da China. Do início do ano até agora, foram seis novas aberturas de mercado, que se somam às outras 108 realizadas desde 2019. O país também conseguiu atualizar o certificado sanitário que limitava a idade dos bovinos vendidos para a Arábia Saudita.

Três aberturas foram confirmadas ontem. O Chile liberou a compra de ovos SPF (Specific Pathogen Free, na sigla em inglês), que são livres de patógenos específicos do Brasil. A Colômbia confirmou a abertura para importar sementes de arroz brasileiras e o Camboja aceitou a entrada de carne suína e produtos derivados.

No início de fevereiro, em uma decisão inusitada, o Chile abriu seu mercado para importar roedores para exposição em zoológico e para uso como animais de companhia. O mercado argentino foi aberto em janeiro para a compra de tripas e bexigas bovinas do Brasil. Os dados são da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

A primeira abertura do ano foi o mercado da Arábia Saudita para a exportação de carne de ovinos. O Brasil tem apenas quatro estabelecimentos que trabalham com esse tipo de produto. “Se houver aumento da demanda pode haver aumento da oferta e investimentos no setor. Foi demanda dos árabes”, afirma o secretário Orlando Ribeiro.

A conquista mais comemorada, contudo, é a atualização do modelo de certificado sanitário internacional com os árabes para as exportações brasileiras de carne bovina. Foi retirada da exigência que limitava em 30 meses a idade dos bovinos abatidos, um cuidado adicional à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca, doença com maior probabilidade de acometer animais mais velhos.

“É um ajuste que se fazia necessário. Muitos mercados limitam compras de países que tenham casos, mas como o Brasil, segundo a própria Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), não tem esse risco, argumentamos que isso não deveria se aplicar a nós. Na atualização de bovinos, incluíram carne de ovinos que têm interesse em importar”, disse Ribeiro.

Fonte: Valor Econômico.

This post was published on 17 de fevereiro de 2021

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Equipe BeefPoint

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