Argentina: número de animais confinados recua 20%

As entradas de bovinos em estabelecimentos de engorda na Argentina foram em março de 347.501 animais, 20% a menos que no mesmo mês de 2009 (434.321 cabeças), segundo os últimos dados disponibilizados pelo Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa).

Entre setembro de 2009 e janeiro desse ano, as entradas de animais em estabelecimento de engorda caíram bastante por causa dos atrasos nos pagamentos de subsídios oficiais (que estiveram congeladas entre os meses de setembro e outubro).

Até o final do ano passado, a Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ONCCA) começou a regularizar o pagamento de compensações ao setor, mas até então, após três anos de preços baixos devido a uma liquidação sistemática de rebanhos bovinos, os valores dos bezerros (as) começaram a registrar um aumento significativo.

Dessa maneira, embora em fevereiro passado as entradas de animais em confinamento na Argentina tenham começado a se recuperar, ainda estão muito longe de cobrir a capacidade presente no setor.

“A realidade é que com os valores atuais do gado magro e os produtores sem capital de trabalho, que está na ONCCA devido às compensações devidas de 2009, é muito complexa a reposição”, disse o gerente da Câmara Argentina de Feedlot, Rodrigo Troncoso. “À medida que a ONCCA vá reduzindo as dívidas, os currais se encherão e aparecerá oferta no mercado”.

Até agora em 2010, a ONCCA distribuiu subsídios ao setor de confinamento de 293,6 milhões de pesos (US$ 75,20 milhões), o que equivale ao valor de 240.000 bezerros de 180 quilos. A partir de abril, o Governo nacional suspendeu o regime de compensações destinado aos confinamentos considerando que a relação atual carne/milho é excelente. A medida não terá efeito imediato, porque a maior parte dos estabelecimentos de engorda seguirá cobrando nos próximos meses as compensações atrasadas.

O preço do gado com destino a engorda e cria continua aumentando e acumula uma alta superior a 40% até agora nesse ano. De acordo com o último relatório da Área de Pesquisa e Desenvolvimento do Movimento dos Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (CREA), “não se crê que durante o inverno haja um grande momento de oferta, já que, apesar de a oferta forrageira cair, a mesma será suficiente, dado que os campos se encontram com baixas cargas”.

Em 06/05/10:
1 Peso Argentino = US$ 0,25613
3,89725 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


ou utilize o Facebook para comentar