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Arábia Saudita suspende compra de 5 frigoríficos no Brasil após casos de “mal da vaca louca”

Os dois casos atípicos de “vaca louca” registrados no Brasil este mês levaram a Arábia Saudita a suspender as exportações de carne bovina de cinco frigoríficos brasileiros. Todos os estabelecimentos ficam em Minas Gerais, local da primeira suspeita de ocorrência da doença, no início de setembro. Um animal em Mato Grosso também teve o diagnóstico. 

A suspensão foi comunicada ao Brasil pelo adido agrícola em Riade, capital do país árabe, no dia 9 deste mês, com efeitos a partir de 6 de setembro. “O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que a suspensão foi publicada pela Arábia Saudita. Sim, o motivo está relacionado à EEB [Encefalopatia Espongiforme Bovina, a doença da vaca louca]”, confirmou a Pasta ao Valor.

A medida é diferente da tomada no dia 4 de setembro, quando o governo brasileiro suspendeu voluntariamente as exportações de carne bovina para a China, conforme determina o protocolo de comércio bilateral dos países. Neste caso, a iniciativa partiu dos árabes. 

Sobre a China, ainda não há previsão de quando os embarques serão restabelecidos. “As autoridades chinesas estão avaliando as informações técnicas enviadas pelo Brasil. Não existe um prazo estipulado”, respondeu o ministério. 

Sem riscos para o rebanho, o setor quer a revisão do protocolo para evitar prejuízos econômicos com a paralisação de exportações para o principal comprador de carne bovina do país. “Há tratativas em andamento com as autoridades chinesas para atualizar alguns itens do protocolo. Mas está em fase de avaliação pelo lado chinês”, concluiu a Pasta. 

Em maio, a Arábia Saudita suspendeu a compra de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros, em uma decisão que irritou o governo brasileiro e tirou a Seara, pertencente à JBS, do mercado. Segundo o Ministério da Agricultura, “estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões”.

Em nota na época, o Ministério da Agricultura e o Itamaraty ameaçaram levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), caso fosse identificada barreira comercial indevida.

Fonte: Valor Econômico.

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