Aprenda a traduzir cada corte de carne do churrasco argentino

Um dos destinos mais requisitados pelos brasileiros, a Argentina esconde bem mais do que os clichês portenhos de tango, empanadas e um passeio pelo bairro do Caminito.

O assado argentino, a versão hermana do nosso churrasco, além de se destacar entre as iguarias mais procuradas por viajantes, também é um dos símbolos da gastronomia popular de lá.

E nós, como bons amantes de carne, queremos olhar para o cardápio sem grandes dificuldades.

Ao cruzar a fronteira, o ideal é saber o nome dos cortes para não pedir fígado em vez de picanha.

1. Bife de lomo


(Flickr/Reprodução)
O bife segue de boi, fique tranquilo, mas não é nada mais do que o filé mignon.

A carne macia argentina está entre as mais pedidas, sendo ideal solicitar a peça “a punto” para vê-la um pouco mais vermelha no meio.

2. Não confunda bife de chorizo com chorizo


(Pixabay/Reprodução)
O popular bife de chorizo é o miolo do nosso contrafilé, uma das partes mais associadas ao churrasco hermano.

Essa parte saborosa e grossa da carne se desmancha no prato da grande maioria dos restaurantes por lá, sendo praticamente um ponto turístico para as papilas gustativas.

O chorizo, por outro lado, é uma linguiça.

A versão do embutido na Argentina leva, geralmente, um pouco de sangue – por isso é um pouco mais escura.

Agora que você já sabe diferenciar, pode pedir as duas!

3. Tapa de Cuadril

(Pixabay/Reprodução)
Anote aí: se quiser pedir uma legítima picanha, este é o termo.

Ainda que não seja tão popular quanto aos dois cortes citados acima, o corte amado pelos brasileiros também existe aos montes por lá.

Em alguns restaurantes de Buenos Aires, o nome “picanha” já entra no cardápio, o que confirma a invasão brasuca em busca dos asados.

4. Vacío

(Flickr/Reprodução)
Calma, você vai pode encher seu estômago.

A tradução para esse corte é “fraldinha”, uma das carnes vermelhas mais macias e pedidas.

Além de ser um dos mais tradicionais, o vacío é encontrado em quase toda boa parrillada.

5. Asado de tira

(Wikipedia Commons/Reprodução)
Não dá para ficar sem costela, certo?

Agora que você já sabe como pedir, tente não exagerar em nada da lista de cima para experimentar essa delícia.

Por ser retirada do osso, a carne não é tão grossa e é bem difícil errar no ponto.

Desmancha na boca e é inesquecível.

6. Ojo de bife

(Flickr/Reprodução)
O “olho” da carne, conhecido como miolo por aqui, nada mais é que uma especificação dentre as carnes escolhidas.

É possível pedir un ojo de bife de chorizo, de lomo e até de bola de lomo, este menos comum por ser o conhecido patinho.

O centrão da peça costuma ser o ápice de maciez e um dos mais recomendados pelos garçons.

Tenha na lista.

Ponte aérea da carne: curiosidades e diferenças

Entre as semelhanças, sabemos que os churrascos argentino e brasileiro são igualmente bons.

Mas algumas coisas são bem diferentes.

Sem sal, mas sem duplo sentido

Por uma política nacional do Ministério da Saúde, em todo o território argentino o consumo de sódio é reduzido.

Por isso, é possível se encantar com corte, textura e sabor, mas o saleiro pode ser consultado.

Nó da madeira

Na Argentina é possível ver imensas grelhas com todas as carnes estiradas, pegando o gosto da brasa.

Por lá, no entanto, o carvão é pouco usado.

A carne fica exposta à lenha queimada, o que dá um sabor defumado aos cortes e deixa um gosto bem característico.

Chimi…oi?

Uma das marcas de qualquer refeição carnívora do lado de lá é o molho chimichurri.

Feito com ervas finas, vinagre, pimenta e alho, o tempero vai bem com a maioria dos cortes, inclusive sendo protagonista do choripán, o sanduúche de pão com chorizo.

Mas vale a dica de ter cuidado, já que alguns restaurantes fazem uma versão bem apimentada.

Fonte: Revista VIP.


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