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Agro foi setor que menos perdeu empregos no RS

Migrant Workers Farm Crops In Southern CA...HOLTVILLE, CA - OCTOBER 08: Mexican agricultural workers cultivate romaine lettuce on a farm on October 8, 2013 in Holtville, California. Thousands of Mexican workers cross the border legally each night from Mexicali, Mexico into Calexico, CA, where they pick up work as agricultural day laborers in California's fertile Imperial Valley. Although the Imperial Valley, irrigated from water diverted from the Colorado River, is one of the most productive agricultural areas in the United States, it has one of the highest unemployment rates in California, at more than 25 percent. Mexican farm workers commute each day from Mexicali to work in the fields for about $9 an hour, which many local U.S. residents shun as too low pay. (Photo by John Moore/Getty Images)

Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia nesta semana mostram que a agropecuária foi o setor que menos perdeu empregos formais no primeiro semestre no Rio Grande do Sul. Embora o saldo tenha sido negativo, de 194 vagas com carteira assinada, levando-se em conta a diferença entre as 18.605 admissões e os 18.799 desligamentos, a redução foi menor que a dos demais grupos de atividades econômicas (comércio, serviços, indústria e construção), que fecharam 94.296 vagas. No país, o agro terminou o semestre com saldo positivo de 62.633 mil vagas formais (437.999 admissões e 375.366 desligamentos).

O pesquisador do Departamento de Economia e Estatística (DEE), da Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão, economista Rodrigo Feix, avalia que o emprego no setor da agropecuária no Estado seguiu um comportamento semelhante ao dos anos anteriores. No início do ano, contratou mais, em função da colheita da uva e da maçã e apoio à safra de grãos de verão, enquanto que a partir de março ocorreu a desmobilização desta mão de obra. “Mesmo com a pandemia, a produção agrícola seguiu o seu curso, até porque as decisões já estavam tomadas”, observa.

Feix explica ainda que as áreas de alimentos e higiene foram as menos impactadas durante a pandemia, no Brasil e no mundo. “Com menor poder aquisitivo, as famílias cortam outras coisas, mas continuam comprando alimentos”, explica. O economista lembra ainda que o Rio Grande do Sul enfrentou os prejuízos causados pela estiagem. “Estes dois pontos – demanda por alimentos e quebra de safra – se contrabalançaram e os empregos da agropecuária foram os menos impactados”, avalia. Para o segundo semestre, prevê Feix, a tendência é de aumento dos desligamentos, por movimento sazonal.

Fonte: Correio do Povo.

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