Agricultores aderem de vez aos apps e mídias sociais

Sabe aquela figura do colono que só aceitava dinheiro, não negociava pela internet e só trabalhava com dinheiro? Ficou no passado. No pavilhão da Agricultura Familiar da 40ª Expointer, os 201 estandes possuem as chamadas maquininhas de cartão para compras a crédito ou débito.

Muitos usam até aplicativos, como o whatsApp, para fechar negócios, e aproveitam os poucos momentos livres para zapear nas redes sociais.

O crescimento dos serviços de internet no campo é tanto que, na edição 2017, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS) contratou um serviço de banda larga para os expositores no Parque Assis Brasil.

Conectar-se é mais do que ficar atualizado. Significa aumentar os rendimentos. De acordo com a Fetag/RS, em relação à Expointer de 2016, a deste ano, nos primeiros quatro dias, apresentou crescimento de cerca de 30% nas comercializações.

Detalhe: no ano passado, eram 227 expositores (22% a mais), que fecharam a feira com um volume de negócios de R$ 2,03 milhões.

Tudo leva a crer que, ao menos no setor dos pequenos produtores, as vendas vão apresentar crescimento acima das melhores previsões.

Parte do aumento, dirigentes e produtores creditam à fidelização de clientes, sobretudo com produtos orgânicos – quem comprou no ano passado, gostou da qualidade e voltou. Porém, ambos admitem que a agilização das máquinas de cartão pesaram, e muito.

O pacote de internet contratado pela Fetag junto a uma empresa especializada dá direito a 60 mega e permite que até 500 pessoas acessem simultaneamente o sistema. Um investimento de R$ 20 mil. “Conversamos com o pessoal, avisamos que, com a mesma senha, apenas dois aparelhos podem estar conectados ao mesmo tempo. Por enquanto, deu certo e o sistema não está sobrecarregado”, comemora Rabaioli.

Fonte: Expointer, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


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