SP registra queda dos custos de produção de bovinos confinados enquanto Goiás registra aumento

Na vigésima nona edição do Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) identificou-se diminuição dos custos da diária-boi (CDB) no mês de setembro nas propriedades representativas de confinamentos do Estado de São Paulo médio (CSPm) e grande (CSPg), de 0,66% e 1,10%, nesta ordem; enquanto na propriedade representativa de Goiás (CGO) observou-se aumento de 3,73%, quando comparados com os valores com o mês anterior. O comparativo encontra-se na Tabela 1, abaixo.

Tabela 1. Comparativo de custos da diária-boi (CDB) entre os meses de setembro e outubro de 2019

1 Dias de confinamento igual a 95; 2 103 dias; e 3 99 dias;

Apesar de alguns produtos alimentares como o bagaço de cana, a polpa cítrica peletizada e o grão de milho terem sofrido aumento de preços em 3%, 1,6% e 1,4%, respectivamente, no mês outubro quando comparados com setembro no Estado de São Paulo; os produtos como a ureia, grãos de soja e sorgo reduziram seus preços em 6,6%, 7% e 3,2%, nessa ordem. Não obstante, os confinadores do estado de Goiás apresentaram aumento no custo alimentar devido ao incremento dos preços de produtos como o grão de milho, sorgo e soja de 8%, 7% e 4%, na devida ordem.

O ICBC Mensal (Gráfico 1) demonstrou que o índice tem iniciado um aumento desde de julho de 2019 nas propriedades do estado de Goiás. Ao analisar período mais amplo, os últimos doze meses, o ICBC acumulou queda de 4,4% e 3,43% para as propriedades representativas CSPm e CSPg, respectivamente. Isso demonstra que houve deflação no ICBC Mensal. Em Goiás o cenário foi diferente, indicando que houve aumento no ICBC Mensal, naquele mesmo período, de 2,58% na propriedade representativa CGO.

O Custo Total (CT) apresentou aumento de 1,8%, 1,6% e 3,5%, para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO em relação ao mês de setembro (Tabela 2). O custo do animal de reposição, boi magro de 360 quilos, no ano de 2019 valorizou 7% e 8,5% em São Paulo e Goiás, respectivamente.

Caso você queira calcular os custos do seu sistema de produção faça o download da planilha disponibilizada em nosso site. Confira as edições anteriores deste informativo clicando
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Gráfico 1. Variação dos índices de custos entre novembro de 2018 a outubro de 2019

Considerações da análise de custos:
O método de alocação dos custos contempla quatro categorias: i) custos variáveis (aquisição de animais e despesas relacionadas); ii) custos semifixos (energia elétrica, telefonia e combustíveis); iii) custos fixos (mão de obra, depreciações e manutenções); e iv) renda dos fatores (juros sobre o capital de giro e sobre o capital próprio). Desta forma todos os itens de custos foram inclusos conforme a Teoria Econômica. A análise de todos os custos se faz necessário para evitar a descapitalização do produtor na atividade. Entretanto, é comum analisar os resultados por meio de outros indicadores. A Tabela 2 demonstra os custos resumidos com os principais indicadores da atividade.

Considerações Metodológicas do Estudo: Para calcular os custos de produção apresentados acima, foram utilizados procedimentos metodológicos descritos na literatura científica. Primeiro foi feito estudo de caso em um confinamento de bovinos no estado de São Paulo do qual os dados foram coletados e descritos em planilha eletrônica, Microsoft Excel®. Os dados foram alocados, organizados e as equações matemáticas foram revisadas e validadas com profissionais do setor. Na segunda etapa do estudo foi feito levantamento – survey – com dez confinadores do estado de São Paulo e nove em Goiás. No levantamento os confinadores foram entrevistados pelo pesquisador sobre as características do seu sistema produtivo por meio de um questionário. Essas informações serviram de subsídios para delinear as propriedades representativas, ou seja, os custos apresentados neste informativo representam o confinamento com as características mais comuns da amostra e não uma propriedade em específico. Os coeficientes técnicos levantados foram descritos na Tabela 3, os quais serão atualizados regularmente para acompanhar a evolução tecnológica da atividade.

Fonte: Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP, adaptada pela Equipe BeefPoint.

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