Abiec e APBA estimam perda de US$ 60 mi na exportação de carnes

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estimaram que com a paralisação dos caminhoneiros 25 mil toneladas de carne de frango e de suínos deixaram de ser exportadas, o equivalente a US$ 60 milhões em receita.

“Com os bloqueios nas rodovias, que impedem o acesso dos insumos necessários à produção e impossibilitam o escoamento de alimentos, deixaram de ser exportadas 25 mil toneladas de carne de frango e suínos, o equivalente a uma receita de US$ 60 milhões que deixa de ser gerada para o País.

No caso da carne bovina, são cerca de 1.200 contêineres que deixam de ser embarcados por dia”, disseram as duas entidades em comunicado conjunto.

Conforme a nota, 129 unidades produtivas de empresas associadas de carnes bovina, suína e de aves estão paralisadas. Até a sexta-feira (25), acrescentam, mais de 90% da produção de proteína animal deve estar interrompida caso os caminhoneiros não voltem a trabalhar.

De acordo com as duas entidades, que representam mais de 170 empresas e cooperativas da cadeia produtiva e exportadora de proteína animal em atividade no Brasil, 208 fábricas de diversos portes estão paradas.

Ainda conforme o comunicado, 85 mil funcionários das indústrias e cooperativas de proteína animal tiveram suas atividades suspensas. O setor de proteína animal emprega mais de 7 milhões de pessoas e é responsável pela produção de mais de 25 milhões de toneladas de alimento/ano. “Os estabelecimentos menores e de cidades pequenas ou regiões metropolitanas – que mantêm um ciclo de entrega de produtos a cada dois dias – já estão com o abastecimento comprometido. Essa dificuldade pode atingir os grandes centros nos próximos dias.”

A Abiec e a ABPA dizem que a paralisação é um direito da categoria, mas as consequências “já ganharam contornos graves” e o setor produtivo entende ser necessário “que sejam tomadas as devidas medidas por parte dos governantes para que a situação seja sanada o quanto antes”.

Fonte: Estadão.


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