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Exportação de boi em pé: Camex nega pedido de taxação

A Camex decidiu negar o pedido da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), da União Nacional da Indústria e Empresas da Carne (Uniec) e da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) de sobretaxar com 30% de imposto de exportação as vendas brasileiras ao exterior de bovinos vivos. Os frigoríficos alegavam que a exportação de gado vivo registrou um acentuado crescimento nos últimos anos, o que estaria limitando a oferta de carne no Brasil.

Fausto Oliveira Neto, leitor BeefPoint, comenta sobre exportações de boi vivo pela Austrália

A ideia, exposta no comentário do Sr Gabriel, de que taxar o “boi em pé” estimularia a industrialização destes animais é um erro comum quando se pensa na atividade. A Austrália, um dos maiores exportadores de carne do mundo, é também um grande player no mercado mundial de animais vivos. Os australianos ao invés de taxar, incentivam o negócio, pois conseguiram enxergar o obvio: os dois mercados são complementares.

ABEG: Gil Reis, Superintendente, atualiza medidas contra a taxação de exportação de boi vivo

“A Senadora Kátia Abreu já se declarou no plenário do Senado, com um belíssimo pronunciamento. Carlos Sperotto (Presidente da Farsul – Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) também tem trabalhado intensamente contra a taxação. Outro que nos tem dado muito apoio é o Dr. Agide Meneguette da Federação do Paraná e o Carlos Xavier do Pará. Os deputados Marcos Monte, Giovanni Queiroz, Moreira Mendes, Homero Pereira, Senador Flexa Ribeiro e toda a Frente Parlamentar da Agropecuária tem nos dado apoio”, diz Gil Reis.

O tiro no pé do boi em pé

O pedido de taxação de 30% não faz sentido. É um ataque a economia de mercado. A única razão para o percentual escolhido (30%) é copiar o pedido da indústria automobilística contra carros importados. Pode-se resumir como: um número grande o suficiente para inviabilizar qualquer negócio. “Quando protegidos, os negócios locais não melhoram”, diz Michael Porter, maior especialista mundial em estratégia. Por Miguel Cavalcanti, BeefPoint

ABCZ: pecuária brasileira pode ser prejudicada com taxação de exportação de animais vivos

“A ABCZ tem convicção de que a taxação de exportação de animais vivos acarretará impacto negativo não só na pecuária interna, mas em toda a cadeia industrial relacionada ao agronegócio, devido à desvalorização da arroba do boi, que afeta consideravelmente o negócio dos associados, que logram produzir com qualidade e competitividade para os mercados interno e externo”., diz Eduardo Biagi.