O Professor da Unicamp, Pedro Eduardo de Felício, iniciou sua palestra no Congresso Internacional da Carne, realizado em junho passado em Campo Grande/MS, explicando que devemos pensar na tipificação de carcaças porque na pecuária de modo geral existe muita diversificação, “existem bovinos de todo jeito”.
Estratégias de manipulação das células de gordura parte I – fatores nutricionais
Independente das preferências do mercado consumidor, o tecido adiposo (gordura) tem impactos diretos e indiretos na cadeia da carne. Para o produtor o excesso de gordura subcutânea, visceral e intermuscular representa uma desvalorização da carcaça e também uma perda na eficiência alimentar do animal, o que irá refletir no custo de produção. Do outro lado, está o consumidor o qual está em busca de um produto saudável e ao mesmo tempo suculento, neste caso uma carne macia, mas sem muita gordura especialmente a subcutânea.
Efeitos do plano nutricional sobre a qualidade da carne produzida
O Brasil possui um rebanho de bovinos predominantemente Bos indicus que apresenta uma carne reconhecidamente mais dura que dos animais Bos taurus. Isso se deve ao fator genético atuando sobre a quantidade e atividade das enzimas calpaína (quebra da fibra muscular) e calpastatina (inibidora da calpaína) no período pós abate. A melhora na maciez da carne pode ser obtida através de tecnologias de suplementação pré abate ou injeção pós abate de algumas substâncias, como por exemplo, as vitaminas.
