A bovinocultura de corte brasileira tem sua produção concentrada em sistemas de pastejo e, portanto, dependente das variações climáticas e ambientais que determinarão à produção de forragem. Do total de bovinos abatidos, 93% são terminados a pasto e somente 7% terminados em sistemas de semi-confinamentos e confinamentos. A queda no desempenho dos animais em períodos de menor produção forrageira, inverno (secas) resulta em decréscimo no crescimento dos mesmos. Porém nos períodos de transição entre secas e águas, pouco se sabe a respeito de qual nutriente realmente está limitante e qual seria o melhor custo benefício para esse período. A escolha do suplemento utilizado, seja mineral, protéico ou energético, depende de prévia avaliação de viabilidade, dependendo do tipo de sistema de produção, tipo de forrageira e as características dos animais que serão suplementados.
Manejo do Capim Elefante no Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ-USP
O capim Elefante (Pennisetum purpureum Schum.) é uma espécie de origem africana, descoberta em 1905, na áfrica tropical, hoje Zimbabwe. Foi introduzida no Brasil em 1920, no Rio Grande do Sul, através de mudas oriundas dos Estados Unidos. Considerado uma das gramíneas tropicais de maior produção, seu potencial produtivo pode variar de 10 a 80 toneladas de MS ha-1 por ano.
Braquiária retém carbono no solo
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O desafio para a atividade pecuária diminuir as emissões de gases do efeito estufa ganhou um aliado importante, com a comprovação de que a Brachiaria decumbens tem potencial para seqüestrar CO2 da atmosfera. “Considerando que esse capim ocupa 80 milhões de hectares no País, ou 40% da área total de pasto, é um alento saber desse potencial, porque, para muitos criadores, a emissão de metano na pecuária é inexorável”, diz o pesquisador Ladislau Martin Neto, da Embrapa Instrumentação Agropecuária.
Alterações de consumo de forragem com o uso de suplementos para bovinos em pastejo – 2
O fornecimento de suplementos concentrados para bovinos em pastejo, poderá levar à alterações no comportamento dos animais, diminuindo a ingestão total de forragens. Para esta redução no consumo de forragem e aumento de consumo de suplemento dá-se o nome de efeito substituição. A depressão de consumo de forragem é expressa como a proporção da quantidade de alimento alternativo consumido.
A prática do plantio direto no sistema de integração lavoura – pecuária
O plantio direto é uma prática que destaca a redução de custos, a antecipação do pastejo quando o plantio é consorciado com forrageiras anuais e na sobressemeadura de forrageiras de inverno em pastagem já estabelecida (Moreira et al., 2006 citado por Vilela et al, 2006) e a introdução de leguminosas em pastagens em processo de degradação. Também são minimizados os riscos de erosão em solos arenosos e em áreas com relevo ondulado.
Alterações de consumo de forragem com o uso de suplementos para bovinos em pastejo
Durante a estação seca do ano, bovinos em pastejo se alimentam das “sobras” de forragens oriundas das estações da primavera e verão, caracterizadas por um elevado teor de fibra bruta e alta deficiência em proteínas. A escassez de nitrogênio deprime a população de microorganismos celulolíticos do rúmen prejudicando a digestibilidade da fração fibrosa da forragem. A redução da digestibilidade da fibra resulta em menor produção de ácidos graxos voláteis, que é a principal fonte de energia dos bovinos.
A posição do cocho de sal não interfere na uniformidade de pastejo
Colocar o cocho de sal longe da água, em locais pouco freqüentados pelos animais, não ajuda a reduzir a desuniformidade de pastejo. Esta é uma das conclusões do trabalho desenvolvido por pesquisadores do Depto. de Zootecnia da ESALQ/USP na Estação Experimental “Hildegard Georgina von Pritzelwitz”, em Londrina – PR.
Efeitos da freqüência de suplementação sobre o desempenho e características de carcaça de bovinos de corte em pastejo
Bellman firma parceria com Embrapa Cerrados
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O objetivo da empresa é ampliar sua estrutura de experimentação para o desenvolvimento de produtos voltados à nutrição pecuária. O primeiro projeto já está em andamento: estabelecer coeficientes técnicos e econômicos para diferentes sistemas de produção animal em pastagens na região do Cerrado
Disponibilidade de forragem, consumo e tempo diário de pastejo
A disponibilidade de forragem afeta o consumo total de alimentos dos animais através de mudanças no comportamento de pastejo e tamanho de bocado. Segundo Boval et al. (2000), o consumo de forragem em bovinos de corte é diretamente afetado pela disponibilidade de forragem, alcançando o máximo de consumo com valores entre 55 e 240g de matéria seca (MS)/kg peso vivo (PV).
