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  1. Janete Zerwes
    9 de dezembro de 2005

    Caro Rafael,

    A discussão proposta em seu artigo é muito oportuna para nós pecuaristas, que vendemos nosso gado, por @, com cálculo atrelado ao rendimento % da carcaça.

    Não temos a noção exata das perdas anuais que sofremos, com a comercialização da carne atrelada a @, e, ao cálculo efetuado pelo frigorífico em cima do rendimento percentual da carcaça.

    Sabemos de antemão, que não temos condições de acompanhar a avaliação do % de aproveitamento de carcaça durante o abate, ao passo que para a indústria frigorífica este é um procedimento de rotina.

    Está claro em seu artigo o quanto é difícil o cálculo desta fórmula.

    Acredito que para nós pecuaristas a compra e a venda por Kg de peso vivo, facilitaria os cálculos de custo benefício, de aquisição e/ou engorda, independente do sistema da mesma.

    Ao mesmo tempo, estaríamos unificando o sistema referencial de comercialização, que em alguns estados, como o RS, por exemplo, é efetuada pelo valor do Kg de peso vivo.

    Poderíamos deixar a questão da qualidade da carcaça, para ser explorada como um “plus” a ser discutido entre pecuarista e indústria.

    Abraço,

    Janete Zerwes
    Pecuária de Corte

  2. Rafael Cervieri
    30 de dezembro de 2005

    Prezada Janete,

    Este tema que abordei no artigo causa grande impacto não só na questão da qualidade e aproveitamento da carcaça pela indústria, mas também na eficiência econômica dos sistemas de produção. Um ponto de rendimento pode significar lucro ou prejuízo, por exemplo, na engorda confinada.

    Concordo com você que em muitas situações não temos condições de acompanhar o que realmente rendem os produtos. Outra questão relevante é a maneira como calculamos o rendimento, uma vez que este depende do jejum dos animais, raça, tipo de dieta, acabamento, etc, gerando resultando por vezes surpreendentes.

    A remuneração em função do kg vivo é adotada na Argentina como referência de comercialização e diferenciação da qualidade dos animais. Sem dúvida é um método mais simples e claro para os produtores, pois o cálculo é direto e independe do manuseio da carcaça pelo frigorífico.

    Entretanto poderiam ocorrer também algumas distorções no tocante ao jejum pré-pesagem. O principal é que haja idoneidade e confiança entre produtor e indústria, seja qual for o referencial de remuneração.

    Acredito que o pagamento por qualidade de carcaça (a chamada classificação), o “plus” que você comentou, é um caminho irreversível e necessário para nossa pecuária, independente do sistema de pagamento, kg vivo ou rendimento.

    Abraço,

    Rafael Cervieri

  3. Janete Zerwes
    22 de março de 2006

    Caro Rafael,

    Volto a comentar seu artigo, sobre outro enfoque: a necessidade de ampliarmos as unidades de confinamento no estado de Mato Grosso, como mecanismo de aumento de eficiência na produção de carne para o sistema como um todo.

    Estamos as vésperas do ENIPEC – Encontro Internacional dos Negócios da Pecuária, de 7 a 12 de maio, aqui em Cuiabá, boa oportunidade para troca de idéias entre produtores, e o reforço sobre a necessidade de especializações nas diferentes fases da produção animal, cria, recria e acabamento/engorda.

    Seus cálculos corroboram a importância de avaliarmos as vantagens de acabamento/ confinamento/ semi confinamento, dentro das fazendas, e a qualidade de carcaças resultantes desses acabamentos.

    Penso que teríamos maior rentabilidade se criássemos alianças mercadológicas entre confinadores e criadores, disponibilizando pastos para cria e recria (quiçá a recria desapareça), e aumentando a velocidade de giro do capital.

    Seu artigo reforça nossos argumentos neste sentido.

    Obrigada,

    Janete Zerwes

    Coordenação em Tecnologia e Pecuária
    Comissão de Produtoras Rurais – FAMATO – MT

    Ps.: O acabamento eficiente e a industrialização no estado de origem da produção, facilitam a regionalização e certificação do produto, resguardando-nos dos embargos generalizados, provocados por problemas de sanidade animal.

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