Boi lerdo bebe água suja! Ou será que a água suja quem vai beber no final é o dono do boi? É só uma brincadeira, mas também uma dura realidade do rebanho brasileiro que encontro quase que todo dia. Mas qual a importância da ingestão de água limpa? Artigo de Rodrigo Lemos Meirelles, nutricioninsta de ruminantes e Professor Saulo da Luz e Silva, FZEA/USP.
Módulos mínimos de produção – custos da produção de gado de corte em pasto
A determinação do custo de produção se revela de suma importância na agropecuária, não somente como um componente para a análise da rentabilidade da unidade de produção, mas também como parâmetro de tomada de decisão e de capitalização do setor rural. A produção de gado de corte em pasto é afetada por vários fatores, dos quais se destacam aqueles relacionados a deficiência alimentar e sanidade dos animais. Portanto, para garantir a sustentabilidade desse sistema de produção, é necessário o manejo adequado das pastagens, juntamente com um correto manejo sanitário. Essas mudanças precisam ser bem avaliadas para que se possa determinar a viabilidade das novas tecnologias introduzidas nos sistemas produtivos. Este artigo, objetiva relacionar e quantificar os custos de produção de gado de corte envolvendo cria, recria e terminação em pastagem submetida à adubação de manutenção, desde a implantação da espécie forrageira até a venda dos animais.
Sistema integrado de pastejo: ovinos e bovinos
A pergunta que não quer calar é: não existe como fazer e não há bons resultados no pastejo alternado ou conjunto de bovinos e ovinos? Sim há. Este manejo pode ser usado conjuntamente. Mas, e o manejo, como fica? É uma realidade já muito utilizada há anos no sul do país. Grande parte das pastagens gaúchas são em grandes áreas e o uso do pastejo conjunto é facilitado em virtude das baixas lotações, grandes pastos com poucas cercas, menos bebedouros ou estes ainda servem de alguma forma para os dois ou a água de bebida vem de lagos ou minas represadas de fácil acesso aos animais. Ainda, as pastagens de azevém e aveia predominantes na região, dão suporte nutricional aos animais, não que as forragens tropicais em uso na maioria do país como o Tifton, Braquiária e Tanzânia, por exemplo, não deem este aporte, mas em virtude do uso de grandes áreas e baixas lotações, o manejo como um todo torna-se mais favorável.
Produção Industrial de Bezerros
Novas biotecnologias vêm mudando a face da pecuária de cria no Brasil. Com investimento relativamente pequeno, criadores podem aumentar sua lucratividade já na primeira safra. Podem ainda adotar estratégias para incrementar, ao longo dos anos, cumulativamente, o resultado financeiro da atividade.
Sustentabilidade na pecuária – O potencial de geração de renda do sistema silvipastoril e os benefícios para o meio ambiente.
Os chamados SAFs (sistemas agroflorestais) são sistemas de produção agropecuária que fazem uso sustentável da terra e dos recursos naturais, combinando a utilização de espécies florestais, agrícolas, e, ou, criação de animais (corte, leite, eqüinos, ovinos e caprinos), numa mesma área, de maneira simultânea e, ou, escalonada no tempo. Promovem o aumento ou a manutenção da produtividade, com conservação dos recursos naturais e a utilização mínima de insumos.
Importância da ambiência na produção de bovinos de corte frente às mudanças climáticas
As preocupações com vistas ao suprimento de alimentos e produtos de origem animal em quantidade e qualidade, suficientes para atender a demanda da população humana, sempre em crescimento, tem provocado os diversos setores no sentido de aumentar a produtividade animal. Seja através da seleção de raças mais produtivas, sistemas de produção, melhoria nutricional e de ambiência, visando exclusivamente o aumento da produtividade, muitas vezes sem a preocupação com o bem-estar dos animais. Atualmente dois aspectos importantes estão em discussão a nível mundial: o aquecimento global e o bem-estar animal.
Sistema Agrossilvipastoril – Uma opção de rentabilidade e sustentabilidade.
Sabemos que do universo de áreas utilizadas pela agropecuária nacional temos um grande percentual de áreas degradadas ou com baixa produtividade ou que o capim está morrendo como o que tem acontecido com o Braquiarão nos estados do norte do país.
Polpa cítrica + pastagem: um casamento perfeito e lucrativo!
O bezerro sumiu! O boi magro está caro, a arroba baixando no mercado futuro e a crise que ronda e assombra as fazendas. Mesmo os mais otimistas, quando colocam na ponta do lápis os gastos finais da produção intensiva, seja com alimentação (cerca de R$ 4,50/boi/dia), dificuldade da aquisição de insumos e animais, comparados com a receita final do confinamento, deparam com uma situação bem complicada: os números finais aparecem vermelhos. Uma alternativa que não requer grandes investimentos, com aquisição de novas instalações, maquinário e mudanças no manejo, é o semiconfinamento.
Dietas de alto grão e suas consequências
Com os preços da arroba aumentando cada vez mais, muitos pecuaristas acabam se deslumbrando e confinando seus animais. Embarcando nessa empreitada para terminarem animais e manter escalas de abate nos frigoríficos, muitos utilizam as dietas de alto ganho de peso, chamada de alto grão, para encurtarem os dias de estadia no confinamento. Eventualmente, quando usadas de maneira indiscriminada e sem prévia adaptação, tais dietas predispõem a distúrbios digestivos com conseqüências inaparentes, porém expressivas ao final de cada ciclo de confinamento.
Fique atento a qualidade de mistura das dietas de confinamento
Muito evoluímos em termos de formulação e ajuste de dietas para confinamento nos últimos 5 anos. Passamos a utilizar rações com maior inclusão de concentrado (principalmente subprodutos), a avaliar o custo da arroba engordada e não somente o menor custo da diária, a avaliar a necessidade de proteína ruminal para crescimento microbiano, ajustar a dieta para nível mínimo de fibra fisicamente efetiva, etc. Mas e a qualidade das dietas em termos de mistura de volumosos e concentrados, a chamada dieta total, ou como prefere a maioria dos nutricionistas, TMR (total mixed ratio), temos dado a devida atenção?
