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Produção de bezerros: análise da eficiência e eficiência da análise

Na região do extremo oeste do estado de Dakota do Norte, Estados Unidos, alguns produtores de bezerros de corte conseguem resultados espantosos de 93% de taxa de prenhez, após uma estação de monta de 80 dias e um intervalo entre partos de 12 meses, utilizando apenas monta natural. Mas não existe nenhuma vaca milagrosa naquela região, esse resultado até então espetacular perde o seu valor quando se recebe a informação de que a taxa de lotação é de 0,2 UA/ha. Artigo de Renan Augusto Pinheiro Maciel.

Uso de dispositivos intravaginais com menor concentração de progesterona

Inicialmente, os dispositivos eram utilizados apenas uma vez e descartados. No entanto, descobriu-se que a reutilização dos dispositivos comercialmente disponíveis pode ser realizada sem que haja comprometimento das taxas de prenhez aos protocolos de IATF e TETF. A reutilização de dispositivos tem vantagens e desvantagens. Uma alternativa para evitar os problemas da reutilização de dispositivos foi o lançamento de dispositivos com menor concentração de progesterona impregnada (0,558 g), que seriam indicados para uso único em bovinos. Por essa razão esses dispositivos foram batizados de “monodose” (Cronipres Monodose®). Esse dispositivo também pode ser uma boa opção para animais sensíveis a concentrações mais elevadas de progesterona, como é o caso de novilhas.

O crescimento da IATF e seu impacto na cadeia produtiva da carne

Não há duvidas que a eficiência reprodutiva seja um fator determinante no retorno econômico da pecuária de corte. Paralelamente, é inegável a importância do melhoramento genético nos rebanhos de corte e seu impacto na produtividade. A busca por touros ditos “melhoradores” já é uma prática comum em diversas propriedades, sendo a inseminação artificial (IA) uma importante aliada da difusão de genética. No entanto, a eficiente utilização da IA requer boas taxas de detecção de cio ou a implantação de programas de IA em tempo fixo (IATF). Conforme discutido em artigos anteriores, além de dispensar a observação de cio e auxiliar o melhoramento genético do rebanho, a IATF traz como grandes vantagens o aumento da taxa de serviço, a antecipação da prenhez na estação de monta, a redução do intervalo entre partos e a formação de lotes homogêneos de bezerros.

A vacinação contra IBR, BVD e leptospirose em programas de IATF pode aumentar a taxa de prenhez de vacas?

A eficiência reprodutiva é um fator de grande impacto no retorno econômico da pecuária. Sabe-se que doenças infecciosas são responsáveis por cerca de 40 a 50 % das causas de perdas de gestação, sendo que a rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), a diarréia viral bovina (BVD) e a leptospirose vêm sendo associadas com estas desordens reprodutivas. Dada a importância desse tema, o presente artigo prestigiará um trabalho publicado na última SBTE (Vasconcelos et al., 2010). O objetivo do estudo foi avaliar a taxa de prenhez e de perda de gestação de vacas de corte e leite lactantes vacinadas ou não contra IBR, BVD e leptospirose no início do protocolo de IATF.

O FSH é capaz de promover melhora da taxa de prenhez em vacas Nelore inseminadas em tempo fixo?

A busca pela melhora da taxa de prenhez de vacas de corte é uma preocupação constante tanto para produtores, quanto para os técnicos envolvidos na cadeia de produção de bovinos. Assim, qualquer técnica, seja ela de manejo ou farmacológica, que possibilite a melhora do desempenho reprodutivo dos animais é altamente desejável.

Efeito do ganho de peso sobre a taxa de gestaçao de receptoras de embrião

Nutrição e reprodução são dois aspectos que possuem estreitos laços, em qualquer sistema de produção. Antes de analisar características relativas a estas duas variáveis deve-se lembrar que esta relação podia ser observada inclusive nos ancestrais dos animais domésticos. A nutrição é responsável pela expressão e funcionamento de rotas metabólicas que permitirão ao animal expressar todo seu potencial produtivo e/ou reprodutivo. Estas rotas metabólicas relacionadas à reprodução são complexas e em varias situações não tem o mecanismo totalmente elucidado. Independente da via metabólica envolvida, a regulação que a nutrição exerce sobre a reprodução de machos e fêmeas ocorre principalmente por efeitos no cérebro, mais especificamente no hipotálamo, onde será alterada a secreção de GnRH.

Sêmen sexado: histórico e atual status da tecnologia

A seleção do sexo na concepção (produção direcionada de machos ou fêmeas) possui uma longa história, na qual ocorreram grande descobertas e também muitas desilusões. Isso se deve à falta de compreensão dos princípios básicos que regem a determinação do sexo em mamíferos. O sêmen sexado se tornou comercialmente disponível em 2006, utilizando-se o método de citometria de fluxo para a separação de células. Até os dias de hoje, nenhum outro método provou ser eficaz para a sexagem de sêmen. É importante salientar que existe grande variação individual na fertilidade de touros submetidos ao processo de sexagem, o que deve ser levado em consideração no momento da escolha do reprodutor para programas de inseminação artificial e de transferência de embriões. O maior desafio será melhorar a fertilidade do sêmen sexado.

Origem materna do zebu brasileiro

As raças bovinas podem ser separadas em dois principais grupos, taurinos (Bos taurus) e zebuínos (Bos indicus). Embora oficialmente sejam considerados como pertencentes a espécies diferentes, muitos autores consideram indivíduos taurinos e zebuínos como subespécies (Bos taurus taurus e Bos taurus indicus). Além disso, embora taurinos e zebuínos tenham originado de um ancestral comum, eles evoluíram em ambientes bastante distintos e, portanto, na atualidade divergem em muitos aspectos. Via de regra, os taurinos são animais europeus que evoluíram em regiões de clima temperado, enquanto os zebuínos são animais indianos que evoluíram em regiões de clima tropical. É por isso, que as raças zebuínas (por exemplo, Nelore, Gir, Brahman e Guzerá) se adaptam muito melhor ao clima brasileiro que as raças taurinas (por exemplo, Angus, Simental, Limousin e Holandês).

Animais transgênicos: o começo de uma nova era?

A tecnologia transgênica (ou transgenia) é uma ferramenta que permite a modificação genética de animais ou plantas pela introdução de material genético de outra origem (DNA exógeno; como por exemplo genes provenientes de outros animais, plantas ou bactérias) no material genético destes organismos. O uso desta técnica pode trazer muitos benefícios, dentre quais os mais almejados são o melhoramento da eficiência pecuária, a construção de modelos genéticos para o estudo de doenças, a fabricação de bioprodutos pela indústria farmacêutica ou ainda a obtenção de melhorias ou maior conhecimento em diversos outros campos de pesquisa.