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Estratégias de Manipulação das Células de Gordura parte III – Genética

Os programas de melhoramento genético tem se focado primariamente nas características de crescimento nos animais vivos. No entanto, conforme os consumidores se tornam mais preocupados com uma dieta saudável e a indústria da carne se foca mais no marketing, uma ênfase nas características de composição da carne é esperada que se torne importante no desenvolvimento de programas de melhoramento.

Estratégias de Manipulação das Células de Gordura parte III – Genética

Os programas de melhoramento genético tem se focado primariamente nas características de crescimento nos animais vivos. No entanto, conforme os consumidores se tornam mais preocupados com uma dieta saudável e a indústria da carne se foca mais no marketing, uma ênfase nas características de composição da carne é esperada que se torne importante no desenvolvimento de programas de melhoramento.

Estratégias de Manipulação das Células de Gordura parte II – Manejo e Aditivos Alimentares

Sabe-se que a produção natural de hormônios em humanos e em outros animais, tem um importante papel fisiológico, bioquímico e comportamental associados a mudanças no crescimento e desenvolvimento. Hormônios associados a animais inteiros irão resultar em um aumento da proporção de músculo e em um aumento da taxa de eficiência de crescimento quando comparados a fêmeas.

Estratégias de manipulação das células de gordura parte I – fatores nutricionais

Independente das preferências do mercado consumidor, o tecido adiposo (gordura) tem impactos diretos e indiretos na cadeia da carne. Para o produtor o excesso de gordura subcutânea, visceral e intermuscular representa uma desvalorização da carcaça e também uma perda na eficiência alimentar do animal, o que irá refletir no custo de produção. Do outro lado, está o consumidor o qual está em busca de um produto saudável e ao mesmo tempo suculento, neste caso uma carne macia, mas sem muita gordura especialmente a subcutânea.

Utilização da Espectroscopia de Infravermelho para estimar qualidade de produtos cárneos

Como resultado das pressões impostas pela globalização e com o aumento de competitividade, torna-se essencial disponibilizar aos consumidores produtos de qualidade. O emprego de tecnologias não destrutivas em carnes, como a técnica de espectroscopia NIRS apresenta potencial para prever as propriedades da carne para classificar em classes de qualidade e pode resultar em vantagens práticas para a indústria, uma vez que torna possível identificar cortes cárneos com qualidade total baixa ou alta, podendo assim classificá-los previamente.

Entendendo as diferenças dos cortes de carne bovina nos EUA e Brasil

O Brasil hoje possui cerca de 200 milhões de cabeça de gado, aparecendo no cenário mundial como o maior exportador de carnes bovinas, exportando para mais de 100 países, com todo esse potencial é necessário uma maior organização com enfoque no mercado externo. A base desse sucesso consiste no baixo custo de produção, porém a cada dia esse custo vêm aumentando devido ao acréscimo de imposições feitas pelos países importadores, principalmente países da União Européia, os quais são os nossos maiores fregueses. A percepção pública de como os alimentos são produzidos, recentemente começou a ter um peso muito forte em algumas decisões políticas, o que diretamente afeta o produtor.

Alguns aspectos para o processamento e conservação da carne

Entende-se como produtos cárneos processados ou preparados aqueles cujas características originais da carne fresca foram alteradas intencionalmente por meio de tratamentos físicos, químicos e/ou biológicos. O processamento da carne fresca visa a elaboração de novos produtos e a redução de problemas de perecibilidade, transporte e armazenamento, devido sua ação sobre as enzimas e microrganismos de caráter degradativo, prolongando a vida de prateleira.

Vitamina A e qualidade da carne

As três propriedades sensoriais pelas quais os consumidores julgam a qualidade da carne são aparência visual da carne fresca, textura e sabor da carne cozida. No entanto, a aparência visual do produto é considerada um dos aspectos mais importantes, porque influencia na decisão de compra do consumidor. Atualmente, as indústrias de carne de alguns países, como Austrália e Estados Unidos utilizam a gordura intramuscular (marmorização) como um indicador da palatabilidade da carne no sistema de classificação da qualidade da carne (USDA, 1997). Por este motivo, muitos produtores de carne comercializam seus animais baseado em um sistema de valorização e premiação aos produtores que produzem carcaças nos padrões de marmorização. Conseqüentemente, muita atenção tem sido dada sobre o emprego de práticas de produção do animal que possam influenciar o depósito de gordura intramuscular na carne de bovinos.

Características de carcaça e da carne de bovinos de corte castrados vs inteiros

Muitos aspectos da produção animal estão envolvidos, na tentativa de produzir carne magra de qualidade, dentre os quais, tipo de criação (confinamento ou criação extensiva), alimentação, manejo, sexo, idade do animal, genética e o conjunto dessas interações. Bovinos inteiros ganham peso mais rápido, convertem alimento em carne magra mais eficientemente e apresentam uma boa relação músculo:osso, com menores proporções de gordura, quando comparados às carcaças de bovinos castrados. Nesse cenário, o sistema pecuário brasileiro vem sofrendo alterações, com o abate de animais com menor idade, em torno de 30 meses. Em muitos casos, os bovinos têm sido abatidos inteiros, aproveitando o melhor desempenho destes animais. Entretanto, essa prática tem encontrado resistência por parte de alguns frigoríficos que preconizam dentre alguns requisitos, abate de animais castrados.

A real influência da raça na qualidade da carne bovina

Os animais da espécie Bos indicus, ou seja, animais de raças zebuínas são conhecidos pela ótima adaptabilidade, rusticidade, habilidade materna e resistência a ectoparasitos, apesar destas vantajosas características estes animais são desapreciados por apresentarem carcaças e consequentemente carne com qualidade inferior. Em contrapartida, os animais da espécie Bos taurus apresentam maior precocidade, potencial de crescimento e melhor acabamento de carcaça, mas são menos adaptados às nossas condições naturais. O Brasil apresenta capacidade genética para produzir carne com qualidade que agrade ao paladar dos grandes mercados consumidores de carne bovina. Independente da raça ou cruzamento escolhido, o importante é que seja realizado um planejamento consciente, que explore ao máximo o potencial genético das raças para que o resultado seja apenas um, carne de excelente qualidade mesmo em rebanho com forte grau de sangue zebuíno.